Marquise de antigo prédio da Caixa desaba em Fortaleza
Defesa Civil esteve no local há uma semana e isolou o perímetro em risco com fita zebrada. Proprietário do imóvel, que foi autuado pela Agência de Fiscalização de Fortaleza
Por Kleber Carvalho
Notícia
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Atualizado às 10:39, 06/11/2026 | Publicado às 09:07, 06/11/2026
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Resumo
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A marquise do antigo prédio da Caixa Econômica Federal desabou na avenida Barão de Studart em Fortaleza sem registro de feridos;
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O imóvel já havia sido autuado no final de outubro por falta de conservação e vinha sofrendo ações de vandalismo;
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Trabalhadores e moradores da região relataram a presença de rachaduras na estrutura e acúmulo de lixo no local;
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O Código da Cidade de Fortaleza exige que o proprietário mantenha a fachada e a estrutura em bom estado de conservação;
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A Defesa Civil e a Agefis e informaram já terem comunicado o proprietário do imóvel sobre o risco de incidentes e isolado o local
A marquise do antigo prédio da Caixa Econômica Federal na avenida Barão de Studart, em Fortaleza, desabou na madrugada desta sexta-feira, 6. Não há informações sobre feridos no incidente até o momento.
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Defesa Civil de Fortaleza informou que esteve no local no dia 29 de outubro e que encontrou o prédio em aparente estado de abandono, sem portas e janelas e com desprendimento de partes da estrutura em alguns pontos.
"O perímetro em risco, próximo à calçada com circulação de pedestres, foi isolado com fita zebrada. Já está sendo feita a investigação para identificação do proprietário e posterior notificação", diz o texto enviado pela pasta.
O proprietário do local já havia sido autuado por falta de fechamento e conservação no final de outubro, além de irregularidades relacionadas à conservação da calçada. Equipe da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) esteve no local semanas antes do desabamento após solicitação do O POVO.
De acordo com trabalhadores da região, o prédio vinha sendo alvo de vandalismo por pessoas em situação de rua há pelo menos 45 dias. Entre os relatos estão situações depredação e remoção de objetos do imóvel.
"A gente via todo dia. Como é aberto, todo mundo via. Os moradores do prédio aqui [no quarteirão] viram tudo. Cheguei hoje de manhã e já estava assim [desabado]. É impressionante, porque você passa em um dia e está tudo em cima, no outro está tudo no chão. É preocupante", conta Janderson de Abreu, 38, vendedor que lancha próximo ao prédio há 16 anos.
Falta de conservação de imóvel é infração grave
Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) pontuou já ter autuado o proprietário pela falta de fechamento e conservação, conforme previsto no Art. 885 do Código da Cidade (Lei Complementar nº 270/2019), que classifica a conduta como infração grave.
"A agência reforça que o proprietário do imóvel também já havia sido autuado em setembro por irregularidades relacionadas à conservação da calçada. Em relação a situações envolvendo invasões, furtos e depredações, a Agefis ressalta que a apuração dessas ocorrências é de competência dos órgãos de segurança pública", complementa a Agência, em nota.
Segundo trabalhadores da região, a fita zebrada colocada pela Defesa Civil havia sido arrancada por pessoas em situação de rua da região. Diante disso, a Defesa Civil isolou novamente o espaço.
O POVO procurou a Secretaria de Seguranaça Pública e Defesa Social (SSPDS) para saber se há registro de furtos no local e aguarda retorno.
A pista em frente o prédio da Caixa, no sentido praia, foi bloqueada pela Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC) para facilitar o atendimento à ocorrência.
Prédio apresentava sinais de abandono
No final de outubro, O POVO esteve no local e verificou acúmulo de lixo e entulho, além de relatos de utilização do espaço como banheiro. A situação levantava preocupações sobre as condições de higiene e possíveis riscos.
José Edinardo Pereira Montes, que trabalha como ambulante em frente ao prédio há 33 anos, acompanhou as mudanças no local desde a época em que a unidade da Caixa funcionava no endereço. Ele relatou preocupação com o estado de conservação da estrutura.
“Hoje o prédio está avariado. Está tudo rachado”, afirmou Edinardo, ao descrever as condições da edificação.
José Edinardo Pereira Montes também comentou sobre a presença de seguranças terceirizados no imóvel. Apesar de haver profissionais no local, o ambulante avaliou que isso não é suficiente para garantir a segurança na área. “Apesar do movimento de pessoas, não dá segurança a ninguém”, afirmou.
Prédio foi fiscalizado após denúncia de leitores do O POVO; veja como entrar em contato
As visitas da Agefis e Defesa Civil ao antigo prédio da Caixa Econômica ocorreu a partir de denúncias dos leitores do O POVO. Mensagens enviadas através do Whatsapp da redação do jornal apontavam para situação de abandono e risco de acidente.
O POVO enviou uma equipe ao local e entrou em contato com as pastas de fiscalização e defesa civil da Capital.
O canal é aberto ao público, que pode entrar em contato por meio do número e enviar sugestões de pautas, denúncias sobre infraestrutura ou qualquer outra temática que considerar relevante.
As sugestões de pauta devem ser enviadas através de mensagem para o número (85) 99123 1328.
Além do novo serviço via WhatsApp, os leitores também podem entrar em contato com o jornal por meio de outros meios. Confira abaixo:
- Através do e-mails de todos os jornalistas, divulgados nas matérias no portal online e impresso
- Pelos comentários abertos nas redes sociais
- Em matérias e artigos do O POVO+
- Contato direto com o ombudsman: (85) 98893 9807 (WhatsApp) ou [email protected] (e-mail)
Atualmente, O POVO e Folha de S.Paulo são os únicos jornais brasileiros com um profissional encarregado de estabelecer um canal de comunicação direta com os leitores. O cargo atualmente é desempenhado pelo jornalista João Marcelo Sena.
Com informações do repórter Kaio Pimentel
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