Operação Ruiva Fake: Polícia Civil do DF cumpre mandados contra três investigados por golpe da falsa garota de programa em Montes Claros Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, chips telefônicos, computadores, cartões, dinheiro e documentos.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, chips telefônicos, computadores, cartões, dinheiro e documentos.
06 de novembro de 2026 | 11:00
A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens contra três suspeitos investigados de integrar uma associação criminosa especializada em golpe da falsa garota de programa. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos celulares, chips telefônicos, computadores, cartões, dinheiro e documentos.
A Operação Ruiva Fake, foi realizada nesta quinta-feira (5), em Montes Claros, pela 9ª Delegacia de Polícia do Lago Norte do Distrito Federal, em parceria com a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
Segundo Ronney Teixeira, delegado-chefe adjunto da 9ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, a operação teve como objetivo desarticular uma associação criminosa que atuava em Montes Claros e tinha como alvo moradores da região do Lago Norte, em Brasília.
De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam um perfil falso, publicado em um site de anúncios de acompanhantes. Por meio da página, eles recebiam contatos de pessoas interessadas em contratar os supostos serviços.
“Eles tinham um perfil intitulado ‘Ruiva On-Line’ em um site de garotas de programa, e através desse perfil fake, eles recebiam contatos de algumas vítimas que buscavam a realização desse programa. Os criminosos, se passando por essa garota de programa, marcavam um encontro, mais especificamente aqui na região do Lago Norte, e nesse momento, começava a fraude”, detalhou.
Segundo o delegado, a primeira cobrança era apresentada como uma taxa necessária para liberar a entrada da vítima no endereço combinado. Depois do pagamento inicial, novas exigências financeiras surgiam.
“Primeiro, solicitavam a realização de um pagamento para que fosse possível a liberação daquela pessoa no local, como se fosse uma antecipação de valor para que a vítima pudesse subir ao endereço onde o programa iria ocorrer. No segundo momento, solicitavam novos pagamentos, agora para a aquisição de alguns produtos que seriam utilizados durante o programa”, explicou.
Golpe evoluía para ameaças e extorsão, diz delegado
Ainda de acordo com o delegado, quando as vítimas percebiam que haviam sido enganadas e tentavam interromper os pagamentos, começava uma nova etapa do esquema.
“Quando essas vítimas começavam a perceber que, na verdade, haviam caído em um golpe e cessavam os pagamentos, entrava o segundo tempo do crime, quando começavam as extorsões. Eles diziam que eram ligados a facções criminosas e que, se a pessoa não continuasse com os pagamentos, entraria na lista vermelha ou na lista negra dessa organização criminosa”, relatou Teixeira.
A estratégia, segundo a Polícia Civil, tinha como objetivo provocar medo nas vítimas e conseguir novas transferências de dinheiro.
Investigação identificou três suspeitos em Montes Claros
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, a identificação dos investigados em Montes Claros, ocorreu após o trabalho de análise das conversas, rastreamento dos terminais telefônicos utilizados nos contatos e acompanhamento das movimentações financeiras.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, chips telefônicos, computadores, cartões e documentos. Os materiais serão analisados e poderão ajudar a comprovar a atuação dos suspeitos, além de identificar outras possíveis vítimas.
Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, estelionato e extorsão.
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