Bortoleto domina o emocional para mudar história em Interlagos
Ser o único representante do seu país na elite de um dos esportes mais competitivos do mundo não é tarefa fácil. Defender esse legado em casa, diante de milhares de torcedores apaixonados, também não. Foi exatamente essa pressão que Gabriel Bortoleto sentiu ao correr pela primeira vez no Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 (F1), em 2025: nas palavras do brasileiro, uma experiência que teve "mais baixos do que altos". Em sua segunda temporada na categoria, o piloto da Audi aprendeu a dominar as emoções para fazer uma nova história no Autódromo de Interlagos.
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No ano passado, os problemas do anfitrião começaram no sábado, véspera da prova principal. Durante a corrida sprint, Bortoleto, então na Sauber, estava na 11ª posição na última volta quando arriscou uma manobra para ultrapassar Alexander Albon. O resultado foi uma batida forte contra o muro, que assustou os torcedores, o próprio piloto, e causou danos graves ao carro. A equipe correu contra o tempo para recuperar o C45 a tempo da corrida de classificação, mas não foi possível.
— Foi a primeira vez em muitos anos que tomei decisões e atitudes por emoção, e não por razão, dentro de um carro de corrida a 300 km por hora. Para quem me conhece, sabe que sempre fui um cara que sabe onde tomar risco e quando. E acho que eu não estava lutando por pontos e tomei uma decisão de fazer uma ultrapassagem numa corrida sprint antes da classificação, talvez desnecessária. Foi um "dive bomb" que acabou causando aquele acidente. Ali foi uma lição de como lidar com as minhas emoções e com o final de semana em casa — analisou Gabriel.
Fora da corrida de classificação, Bortoleto foi autorizado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) a largar a partir dos boxes. Logo na primeira volta, outra decepção: atingido pelo canadense Lance Stroll, da Aston Martin, o brasileiro abandonou a prova. Mas as lembranças que ficaram não foram apenas de frustração, e se tornaram combustível para uma segunda "primeira vez" diante da torcida.
— No ano passado, o Brasil foi especial para eu sentir o que realmente era o amor e o carinho dos brasileiros. Acho que você pode imaginar tudo, mas realmente só entende o que é correr em casa quando está para entrar naquele carro, colocando o capacete, e ouve toda a equipe do mercado gritando e torcendo por você. É uma sensação única, que acho que vou lembrar pelo resto da minha vida — concluiu.
Datas e horários do GP de São Paulo
SEXTA-FEIRA, 6 DE NOVEMBRO
🏎️ Treino Livre 1 - 12h30 (de Brasília)
🏎️ Treino Livre 2 - 16h (de Brasília)
SÁBADO, 7 DE NOVEMBRO
🏎️ Treino livre 3 - 11h30 (de Brasília)
🏎️ Classificação - 15h (de Brasília)
DOMINGO, 9 DE NOVEMBRO
🏎️ Corrida - a partir das 14h (de Brasília)
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