Motorista que furou pneus de professora nega ameaça e diz ser vítima de linchamento nas redes
Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
O motorista que furou os pneus do carro da professora e policial penal Clara Thalia, após um acidente de trânsito na quinta-feira (5), na orla do bairro Perpétuo Socorro, em Macapá, negou que tenha ameaçado a integridade física da servidora. Por meio de uma nota divulgada nesta sexta-feira (6), o advogado Kairon Leone Cordovil da Silva afirmou que seu cliente, que identificou pelas iniciais “R.L.S.”, utilizou uma chave de fenda, ferramenta de trabalho, e não uma faca ou outra arma branca.
Segundo o advogado, o motorista trabalha com refrigeração e havia acabado de sair do serviço, acompanhado de um ajudante, quando ocorreu a colisão. A defesa sustenta que o acidente foi provocado pela própria policial, que teria se recusado a assumir a responsabilidade pelos prejuízos.
“No máximo é um DANO SIMPLES aí”, declarou o advogado ao Portal SelesNafes.Com, referindo-se à suposta ameaça e aos prejuízos nos pneus.
Na nota, o escritório KSJ Advogados repudia as acusações feitas por Clara nas redes sociais e afirma que não houve qualquer ameaça à integridade física ou moral da policial. Para a defesa, o episódio representa uma “controvérsia patrimonial” decorrente de um acidente de trânsito, e não uma situação de violência contra a mulher.

Policial penal e professora diz ter sido ameaçada; ao lado momento em que motorista fura dois pneus traseiros de Clara Thalia
O caso ganhou repercussão depois que Clara publicou um vídeo relatando momentos de medo durante a discussão. A policial contou que estava sozinha diante de dois homens agressivos e que, ao perceber um deles utilizando um objeto para perfurar os pneus de seu carro, temeu ser atacada. A situação, segundo ela, trouxe à tona lembranças da morte da mãe, assassinada durante um latrocínio há alguns anos.
Prejuízos à imagem
A defesa, no entanto, afirma que a narrativa apresentada pela policial é unilateral e vem provocando prejuízos à imagem do motorista. Segundo o advogado, desde que teve o rosto divulgado na internet, R.L.S. passou a sofrer ataques e perseguições em sua residência e no local de trabalho, chegando a temer pela própria segurança. O advogado informou ainda que seu cliente registrou boletim de ocorrência logo após o episódio.

O escritório também anunciou que as imagens completas do ocorrido estão sendo entregues à autoridade policial para análise. A defesa afirma que adotará medidas nas esferas cível e criminal e alerta para a possível responsabilização de pessoas que compartilhem conteúdos considerados falsos ou promovam ataques virtuais contra o motorista.
Clara Thalia também registrou boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Crimes Contra a Mulher (DECCM). O acidente ocorreu por volta das 13h30 e terminou com os dois pneus traseiros do veículo da policial perfurados.
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