CidadesMP do Paraná denuncia família por morte de cobradores de Rio Pretopor Joseane TeixeiraPublicado em 06/11/2026 às 12:08
O Ministério Público do Paraná denunciou pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa armada Antônio Buscariollo e os filhos Paulo Ricardo Costa Buscariollo, Carlos Henrique Buscariollo e Carlos Eduardo Cândido Buscariollo. Eles são apontados como responsáveis pela morte de Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira (de Rio Preto), Diego Henrique Afonso (de Olímpia) e Alencar Gonçalves de Souza Giron (de Icaraíma e contratante do grupo) em Icaraíma, no dia 5 de agosto de 2025. Todos estão presos preventivamente.
Segundo informações do processo, as vítimas estavam na cidade em razão da cobrança de uma dívida, no valor de R$ 255 mil, referente a negociação feita com um dos denunciados para a compra de uma propriedade rural. "Para não pagar os valores devidos, os denunciados atraíram os quatro homens para uma emboscada, na propriedade rural da família, no município de Icaraíma: ali, todos foram executados a tiros", informa o MP/PR.
Em seguida, o grupo ocultou os cadáveres e os veículos das vítimas, que foram depositados em sepulturas clandestinas, a cerca de 14 quilômetros do local dos homicídios.
Ainda na tentativa de dificultar as investigações, segundo o MP/PR, os denunciados teriam agido de forma conjunta e coordenada para apagar dados e alterar sistemas de aparelhos celulares apreendidos e periciados pela autoridade policial
Procurado nesta sexta-feira, 6, o advogado Renan Farah, que representa os acusados, afirmou que ainda não foi intimado sobre a denúncia.
Bunkers – As investigações apontaram que o pai e os filhos atuavam como associação criminosa armada desde, ao menos, dezembro de 2023. Eles atuariam em fraudes patrimoniais imobiliárias, homicídios, adulterações de sinais identificadores de veículos automotores, ocultação de cadáveres e fraudes processuais materiais e digitais. Foram identificados, a partir das apurações, veículos com placas adulteradas, circulação financeira clandestina e ainda estruturas físicas como esconderijos subterrâneos de alvenaria (bunkers) construídos em áreas rurais que seriam utilizados pelos criminosos.
Na denúncia, oferecida pela Promotoria de Justiça de Icaraíma em 2 de novembro, foram sustentadas como qualificadoras para os quatro crimes de homicídio o motivo torpe, o uso de meio cruel, a emboscada e o emprego de armas de uso restrito para execução do crime.
Reparação – Além das penas privativas de liberdade previstas em lei para os crimes imputados, o Ministério Público requer judicialmente a fixação de valor mínimo de R$ 500 mil a título de reparação cível pelos danos morais e materiais causados aos familiares de cada uma das quatro vítimas.
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