Faculdade de Medicina da Rede D’Or no Centro do Rio é autorizada pelo MEC e funcionará em prédio histórico
A primeira faculdade de Medicina da Rede D’Or no Rio de Janeiro recebeu autorização do Ministério da Educação (MEC) para funcionar. Com sede prevista no Edifício Standard, antigo prédio da Esso, na Avenida Presidente Wilson, no Centro, o curso terá mensalidades entre R$ 13 mil e R$ 14 mil. A primeira turma deve começar em 25 de janeiro de 2027, com 100 vagas anuais.
O projeto é uma iniciativa conjunta da Rede D’Or com o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor). A autorização foi publicada nesta sexta-feira (6) no Diário Oficial da União. A faculdade recebeu conceito máximo na avaliação presencial realizada pelo ministério e terá duas turmas de 50 alunos por ano.
O edifício que abrigará a graduação tem mais de 90 anos e foi construído em 1935. Conhecido como Edifício Standard, o imóvel funcionou por décadas como sede da Esso. Projetado pelo arquiteto inglês Robert Prentice, também responsável pelo projeto da Central do Brasil, o prédio é um marco da arquitetura Art Déco e tem a fachada tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).
Com cerca de 8,5 mil metros quadrados, o espaço passou por um retrofit em 2007 que modernizou a infraestrutura e o adaptou para atividades corporativas e de ensino. O imóvel pertence à Arch Capital, por meio do fundo imobiliário AIEC11, e foi desocupado pelo Ibmec no fim de 2025, após a transferência das atividades da instituição para Botafogo.
A nova faculdade será a terceira unidade de ensino superior do Idor na cidade, que já mantém espaços na Glória e em Botafogo. O prédio do Centro concentrará laboratórios e atividades das disciplinas básicas da graduação.
Aulas práticas serão realizadas em hospitais do Rio
Os alunos terão atividades práticas em hospitais da Rede D’Or, como o Quinta D’Or e a Maternidade Perinatal Barra. A formação também prevê estágios em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de convênios com a Prefeitura do Rio. Entre os locais citados estão os hospitais do Andaraí e Souza Aguiar, além de unidades de atenção primária.
O corpo docente deverá ser formado por médicos da Rede D’Or, pesquisadores do Idor e professores ligados aos programas de pós-graduação. A pesquisa terá espaço na formação, com a previsão de atividades de iniciação científica para os estudantes e disciplinas em áreas como pesquisa e gestão. O Idor reúne mais de 150 pesquisadores com doutorado e mais de 2,5 mil artigos científicos publicados.
O curso também prevê disciplinas conjuntas com o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Instituições como o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e o California Institute of Technology (Caltech) foram consultadas durante o desenvolvimento do projeto.
Jornalista de gastronomia, cultura e cidade. Movida por histórias que nascem no cotidiano.
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