OPERAÇÃO OPERAÇÃO Ônibus podem ter até 70% da frota paralisada em Manaus na segunda Sindicato dos rodoviários ameaça greve caso salários dos trabalhadores não sejam pagos até sábado (7) Por Daniel Brandão · há 3 min
Sindicato dos rodoviários ameaça greve caso salários dos trabalhadores não sejam pagos até sábado (7)
Publicado em 06/11/2026 às 11h57
“A gente não tinha a intenção de prejudicar Manaus”, declarou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM), Givancir Oliveira, ao anunciar a paralisação de até 70% da frota a partir da próxima segunda-feira (9), caso o pagamento dos funcionários não seja realizado.
Durante a coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (6), na sede do sindicato, o presidente da entidade esclareceu que o prazo para o pagamento dos profissionais da categoria vence neste sábado (7). No entanto, revelou que chegou ao conhecimento da entidade a informação de que não haverá pagamento.
“A informação que eu tenho é que não terá pagamento para a categoria e, já antecipando o informativo ao Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), a categoria, tendo a lei e a legalidade, por meio da lei de greve, respeitando aí os limites legais, iremos paralisar de 50% a 70% da frota a partir de segunda-feira”, anunciou.

Ainda segundo o presidente do sindicato, aproximadamente 7 mil trabalhadores e trabalhadoras dependem diretamente do setor de transporte público coletivo e serão prejudicados com a paralisação.
“E quando há esse impasse, geralmente a categoria acaba sendo prejudicada e não tendo outra saída, não tendo outro caminho, até porque nós estamos brigando com o pão na mesa do trabalhador que vai faltar a partir de amanhã”, concluiu Oliveira.
A reportagem procurou o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), e o Governo do Amazonas para esclarecer se há pendências de repasses às empresas e se existe previsão de pagamento dos salários dos rodoviários. Até a publicação desta matéria, os órgãos não haviam encaminhado posicionamento.
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