Lula minimiza dívida e repete que pobre não pagará a conta
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizou, nesta sexta-feira (6/11), o atual estágio da dívida pública brasileira e reforçou que os mais pobres “não vão pagar a conta” por um eventual ajuste fiscal.
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Após reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), Lula fez críticas à imprensa e ao mercado financeiro, que vêm cobrando do governo federal medidas focadas no corte de gastos e equilíbrio das contas públicas. Segundo ele, o governo precisa “aprender a divulgar” a própria narrativa.
“Quantos países do mundo têm a seriedade fiscal que nós temos? Qual é a dívida interna dos EUA? Da França? Perto da nossa, é o dobro em relação ao PIB. Se a gente for analisar a nossa dívida de verdade, ela nem é tudo o que aparece. É importante você mostrar pra imprensa, porque se coloca como dívida pública brasileira o que não é”, contestou o petista.
Hoje, a dívida pública brasileira totaliza R$ 11,1 trilhões, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Durante os quatro anos do atual governo, o montante cresceu dez pontos percentuais.
“Alguém pode falar que esse governo não tem responsabilidade fiscal? Para falar que não tem, as pessoas precisam dizer como nós pegamos o governo. E vocês, da imprensa, que estão aqui, eu vou dizer: nós pegamos esse governo com déficit de 2,8%. E estamos entregando o Orçamento agora com superávit”, acrescentou Lula.
Ainda de acordo com o presidente, o ajuste fiscal feito pelo governo “não é o que o sistema financeiro quer”, mas é o que o governo pode fazer. “O pobre não vai pagar a conta. Nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício. Esse país vai continuar com responsabilidade social”, concluiu o presidente.
Lula tem adotado um discurso dúbio a respeito de um ajuste fiscal. Durante a campanha eleitoral, ele também minimizou a necessidade de medidas de contenção de gastos. Porém, no próximo domingo (8/11), é esperado que ele faça um pronunciamento em rede nacional, no qual se comprometerá com ações para equilibrar as contas.
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