BAHIA Além do coque: Bombeiras baianas poderão usar tranças e rabos de cavalo; veja o que muda Em entrevista ao portal A TARDE, tenente do Corpo de Bombeiros explica os novos critérios
As bombeiras militares da Bahia passaram a contar com novas opções de penteados no ambiente de trabalho após uma atualização no regulamento da corporação, desde outubro deste ano. A medida permite o uso de rabo de cavalo estilo grego, tranças simples, múltiplas tranças e rabo de cavalo com trança, além do coque, único que ainda era permitido, mas continua autorizado.
Em entrevista ao portal A TARDE, a tenente do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA), Jessyka Cerqueira, explicou que a atualização busca estabelecer critérios mais claros para a apresentação pessoal das militares, respeitando as características físicas e culturais de cada uma, sem comprometer a padronização da tropa.
A tenente também destacou que a mudança considera a segurança durante as ocorrências. Os novos penteados podem ser utilizados em atividades operacionais, desde que os cabelos estejam completamente presos e contidos pelos equipamentos de proteção individual (EPIs), como capacetes e balaclavas.

Saúde e segurança das militares
Segundo Jessyka Cerqueira, um dos principais motivos para a atualização foi a dificuldade enfrentada por algumas bombeiras para utilizar corretamente os equipamentos de proteção por causa do volume e da forma de prender os cabelos.
O coque utilizado por longos períodos pode provocar dores de cabeça, queda de cabelo nas laterais e até alopecia por tração, causada pela tensão constante nos fios.
"Segurança sempre vem em primeiro lugar. Por isso, a portaria deixa claro que as tranças e os rabos de cavalo podem ser usados na ocorrência, mas desde que estejam contidos dentro da balaclava e da farda", ressaltou Jessyka.
A tenente ressaltou que a exigência de um único padrão poderia levar militares, especialmente aquelas com cabelos crespos e volumosos, a apertar excessivamente os fios ou recorrer a procedimentos químicos para se adequar às regras anteriores.
Caso determinado penteado impeça o ajuste correto dos equipamentos ou comprometa a proteção da militar, será necessário retornar ao uso do coque ou escolher outro modelo compatível com o EPI utilizado. A orientação também busca evitar que fios soltos fiquem presos em ferragens, galhos ou equipamentos durante atividades de incêndio, salvamento e atendimento pré-hospitalar.
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Mudança acompanha outras corporações
A Bahia segue uma tendência já adotada por outras instituições de segurança pública. A Polícia Militar de Minas Gerais, a Polícia Militar de Rondônia e o Corpo de Bombeiros Militar do Pará também implementaram flexibilizações nas regras de penteados para mulheres.
Para Jessyka, a atualização representa um avanço no reconhecimento das necessidades das militares e abre espaço para outras discussões dentro da corporação, como a adequação dos uniformes e equipamentos de proteção ao corpo feminino.
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