Tragédia no Maranhão“Lutarei por ti”: irmã faz homenagem emocionante a paraense morta em hotel Em carta aberta, Ana Negrão homenageou a irmã Renata, de 26 anos, que morreu após cair do sétimo andar de um hotel em São Luís.
Mais Diário do Pará no seu Google!
Um clique para dar preferência às notícias do Pará
Mais Diário do Pará no seu Google!
Um clique para dar preferência às notícias do Pará
Veja o resumo da notícia
- Renata Negrão, de 26 anos, morreu após cair do sétimo andar de um hotel em São Luís, no Maranhão.
- A irmã, Ana Negrão, publicou carta aberta nas redes sociais com lembranças e declarações de amor.
- Ana prometeu preservar a memória de Renata e contar aos dois filhos pequenos a história da mãe.
- A jovem viajou com o namorado, que participaria de um campeonato de pôquer na capital maranhense.
- Imagens de segurança mostram que a peça de alumínio da janela cedeu quando ela se apoiou no batente.
- A Polícia Civil trata o caso como morte acidental e descarta agressão, à espera dos laudos periciais.
- O corpo foi velado em Ananindeua, e a mãe, Bety Negrão, cobrou esclarecimentos sobre o acidente.

A morte de Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos, de 26 anos, após cair do sétimo andar de um hotel em São Luís, no Maranhão, provocou uma despedida marcada por dor, saudade e declarações de amor da irmã, Ana Negrão. Em uma carta aberta em suas redes sociais, Ana relembrou a cumplicidade entre as duas, os momentos compartilhados desde a infância e a dificuldade de imaginar a vida sem Renata. A jovem, moradora de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, morreu na madrugada de terça-feira (3), deixando dois filhos pequenos.
A homenagem foi publicada em meio à comoção de familiares e amigos, que ainda tentam compreender a tragédia. Renata estava hospedada no Rio Poty Hotel, no bairro Ponta d’Areia, acompanhada do namorado, quando caiu de uma janela localizada no corredor do sétimo andar. A Polícia Civil do Maranhão investiga o caso como morte acidental, enquanto exames periciais procuram esclarecer por que parte da estrutura da janela se desprendeu.
“Nossa história está escrita na eternidade”
Na carta intitulada “Carta aberta para minha amada irmã, Renata”, Ana Negrão descreveu uma relação construída sobre diferenças de personalidade, amizade e proteção mútua.
“Nunca terei palavras o suficiente pra te agradecer por ter sido minha irmã. Tive a sorte grande de partilhar a vida contigo”, escreveu.
Ana contou que as duas costumavam brincar sobre o quanto eram diferentes. Renata era extrovertida e simpática, enquanto ela própria se considerava mais reservada e de temperamento difícil. Apesar dos contrastes, as irmãs se completavam.
A jovem também recordou o carinho que recebia de Renata, incluindo os momentos em que a irmã demonstrava ciúmes de suas outras amizades. Para Ana, a relação ultrapassava os laços familiares: Renata era sua companheira e amiga em todas as circunstâncias.
O sentimento de proteção também marcou a homenagem. Ana contou que sempre procurou defender a irmã de pessoas que pudessem prejudicá-la, por considerá-la bondosa demais para reagir às injustiças.
Promessa de manter viva a memória da mãe
Um dos trechos mais emocionantes da carta é dedicado aos dois filhos pequenos deixados por Renata. Ana prometeu preservar a memória da irmã e transmitir às crianças a história de amor e dedicação da mãe.
“Lembrarei a eles todos os dias do quanto a mãe dele lutou contra todos por eles”, escreveu, ao recordar os esforços de Renata pelos filhos.
Renata Rebeca Negrão Saldanha dos Santos morreu na madrugada de terça-feira (3), após cair de uma janela do Rio Poty Hotel, em São Luís. A jovem morava em Ananindeua, no Pará, era mãe de dois filhos pequenos e acompanhava o namorado durante uma viagem à capital maranhense.
A perda também despertou lembranças de outra ausência familiar. Ana mencionou que Renata havia vivido quatro anos sem a Aninha, como era carinhosamente chamada, mas afirmou não conseguir imaginar como enfrentará o restante da vida sem a irmã.
Desde que recebeu a notícia da morte, Ana descreve uma sensação de desespero e desorientação. Fotografias e lembranças passaram a representar os vínculos que permanecem mesmo depois da separação.
A carta termina com uma declaração de amor e uma promessa de fidelidade à memória de Renata.
“Nossa história está escrita na eternidade, lutarei por ti até meu último dia de vida.”
Tragédia aconteceu durante viagem ao Maranhão
Cronologia do caso
- 28 de outubro
Viagem a São Luís
Renata chega a São Luís para acompanhar o namorado, Leonardo Augusto Pinto França, que participaria de um campeonato de pôquer na capital maranhense.
- Terça-feira (3)
Dia previsto para a volta
O casal tinha retorno ao Pará previsto para este dia, o mesmo em que ocorreu a tragédia.
- Terça-feira (3), por volta de 1h30
No corredor do sétimo andar
Segundo a investigação, Renata e o namorado caminhavam pelo corredor do Rio Poty Hotel, procurando a chave do quarto.
- Momento da queda
A janela cede
As imagens de segurança mostram que a jovem sentou-se no batente de uma janela. Ao apoiar as costas em uma estrutura de alumínio, a peça cedeu e provocou a queda.
- Após a queda
Socorro e morte
Renata caiu sobre uma marquise na entrada do hotel. Ela chegou a receber socorro, mas não resistiu aos ferimentos.
- Investigação
Imagens vão para a SHPP
A sequência foi registrada por câmeras de monitoramento e passou a integrar a investigação da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP).
- Depoimento
Namorado é ouvido e liberado
Leonardo Augusto Pinto França relatou ter consumido bebidas alcoólicas e não se recordar do momento exato do acidente.
- Análise das imagens
Polícia descarta agressão
O delegado George Marques informou que as imagens não mostram agressões nem participação do namorado na queda.
- Perícia
Exames no hotel
A Perícia Oficial realizou exames para identificar as causas do desprendimento da peça de alumínio e verificar eventuais irregularidades. O hotel lamentou a morte e diz colaborar com as autoridades.
- Situação atual
À espera dos laudos
A Polícia Civil do Maranhão investiga a queda como morte acidental. A conclusão definitiva depende dos laudos periciais e da análise das condições de segurança da estrutura.
Mãe cobra justiça e lamenta perda da filha
O corpo de Renata chegou à Região Metropolitana de Belém na quarta-feira (4), para as últimas homenagens de familiares e amigos.
A despedida aconteceu na residência onde a jovem passou parte da infância e adolescência, em Ananindeua.
A mãe, Bety Negrão, manifestou profunda tristeza com a morte da filha e cobrou esclarecimentos sobre as circunstâncias do acidente. Em entrevista à imprensa, lamentou que Renata tivesse saído de casa para uma viagem de lazer e retornado sem vida.
A família aguarda os resultados da investigação, especialmente os exames destinados a determinar por que a estrutura da janela cedeu.
Amigos também utilizaram as redes sociais para compartilhar fotografias, recordações e mensagens de despedida, destacando a alegria e os vínculos de amizade construídos por Renata.
Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.
Paraense, natural de Belém (PA), graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Pará (UFPA) desde 1997. Repórter Especial do jornal Diário do Pará, onde atua desde 1995 na cobertura das editorias de Política, Economia e Cidades. Possui desde 2013 a coluna “Justiça em Fatos”, especializada em notícias jurídicas locais e nacionais, publicada no jornal aos domingos.
Ver nota original ↗
¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?
