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Lula diz que será 'fiscal' de entregas do governo e cobra ministros
<p><strong>BRASIL </strong>– O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que vai acompanhar pessoalmente o cumprimento e os prazos das medidas aprovadas pelo governo. Durante uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília, ele cobrou a execução das decisões e declarou que integrantes da gestão que não estiverem dispostos a cumprir as determinações terão de deixar os cargos.</p><p>“<i>A partir de agora, além da Casa Civil, o Lulinha vai ser fiscal do cumprimento de cada coisa que a gente aprovar. Aprovou uma coisa, eu quero saber a data de entrega. E também quanto tempo. Quem não quiser fazer, cai fora. Porque o Brasil não pode esperar</i>”, afirmou.</p><ul><li><a target="_blank" rel="noopener noreferrer" href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9fyb7ADTOGmgNGLn3n"><strong>Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp</strong></a></li></ul><p>A cobrança por resultados ocorre em um novo contexto político. Lula foi reeleito em outubro e inicia o quarto mandato em janeiro de 2027. O plano apresentado durante a campanha reúne compromissos em áreas como renda, emprego, impostos, aposentadoria, crédito e moradia.</p><p>O próximo governo também deverá lidar com um Congresso Nacional em que partidos de oposição e do centro terão maioria. Nesse cenário, a articulação com parlamentares será necessária para que as propostas do Executivo avancem.</p><h2>Lula já havia cobrado ministros por entregas</h2><p>A pressão por prazos e resultados não é inédita. Em agosto de 2025, durante uma reunião ministerial para avaliar a gestão e projetar ações até o fim do mandato, Lula afirmou que o governo “não tem mais muito tempo” e cobrou que os ministros levassem os problemas até ele.</p><p>Na declaração desta sexta-feira, o presidente acrescentou que pretende acompanhar pessoalmente as datas e os prazos de execução das medidas aprovadas, além do monitoramento realizado pela Casa Civil.</p><p>Comandada pela ministra Miriam Belchior, a pasta tem entre suas atribuições coordenar a execução de políticas públicas entre os ministérios.</p><p>Em julho deste ano, um levantamento do g1 avaliou o andamento das promessas feitas por Lula durante a campanha de 2022. A análise considerou as ações realizadas até junho de 2026 e classificou os compromissos como cumpridos, cumpridos em parte ou ainda não cumpridos.</p><h2>Presidente também fala sobre equilíbrio fiscal</h2><p>Durante o discurso, Lula também abordou o equilíbrio das contas públicas, um dos desafios previstos para o próximo mandato.</p><p>O presidente defendeu a condução fiscal do governo e afirmou que eventuais medidas de ajuste não deverão impor sacrifícios à população mais pobre.</p><p>“<i>A única coisa que eles têm que saber é que o pobre não pagará a conta</i>”, declarou.</p><h2>Reunião discutiu política energética</h2><p>A declaração foi feita durante uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), principal órgão de assessoramento da Presidência da República para assuntos relacionados à política energética.</p><p>Presidido pelo Ministério de Minas e Energia, o conselho reúne representantes do governo, da sociedade civil e de instituições de ensino.</p><p>O colegiado já participou da definição de medidas de alcance nacional. Em agosto de 2024, por exemplo, aprovou a Política Nacional de Transição Energética. Em junho de 2025, voltou a se reunir com Lula para discutir políticas relacionadas aos combustíveis e à ampliação da mistura de biocombustíveis.</p>
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