Vídeos mostram furtos de janelas e ferro no prédio da Caixa cuja marquise desabou
Moradores da região afirmam que local estava sendo depredado e tendo móveis e objetos furtados há cerca de dois meses; imagens mostram tentativas de furtos em janelas e na própria marquise
Por Kleber Carvalho
Notícia
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Publicado às 14:00, 06/11/2026
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Resumo
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A marquise do prédio da Caixa Econômica Federal na avenida Barão de Studart desabou na madrugada de sexta-feira em Fortaleza;
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Moradores e trabalhadores da região relataram que o imóvel vinha sofrendo furtos e vandalismo frequentes há cerca de dois meses;
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A Defesa Civil de Fortaleza e a Agefis fiscalizaram o local semanas antes do desabamento e constataram o estado de abandono da estrutura;
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O proprietário do prédio já havia sido autuado pela fiscalização municipal por descumprir normas de conservação e fechamento do imóvel;
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As vistorias dos órgãos públicos ocorreram a partir de denúncias encaminhadas por leitores ao jornal O POVO.
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A informação foi repassada ao O POVO por moradores e trabalhadores da região, que denunciam a falta de segurança e entrada de pessoas no imóvel para a retirada de pedaços de ferro, vidro, entre outros materiais. Veja abaixo:
Imagens cedidas por moradores de imóveis próximos ao prédio mostram momentos em que janelas do imóvel e até a própria marquise são desparafusadas ou removidas com alavancas.
De acordo com trabalhadores da região, o prédio vinha sendo alvo de vandalismo há pelo menos 45 dias. Entre os relatos estão situações depredação e remoção de objetos do imóvel.
"A gente via todo dia. Como é aberto, todo mundo via. Os moradores do prédio aqui [no quarteirão] viram tudo. Cheguei hoje de manhã e já estava assim [desabado]. É impressionante, porque você passa em um dia e está tudo em cima, no outro está tudo no chão. É preocupante", conta Janderson de Abreu, 38, vendedor que lancha próximo ao prédio há 16 anos.
Dois homens presos por furto no prédio da Caixa
Procurada pelo OPOVO, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que dois homens, de 34 e 47 anos, foram presos em flagrante no dia 27 de outubro suspeitos de furto qualificado no prédio particular.
Os alvos transportavam cinco pedaços de alumínio em um carrinho de supermercado durante o momento da prisão. De acordo com a SSPDS, o homem de 47 anos tinha três antecedentes criminais por furto e um antecedente criminal por roubo. O outro suspeito, de 34 anos, já respondia por roubo.
"A Polícia Militar do Ceará (PMCE) realiza o policiamento na região em que fica o imóvel particular desocupado, por meio de equipes do 8º Batalhão da PMCE. Além disso, o bairro conta com o apoio de equipes especializadas, como o Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio) e o Comando de Policiamento de Choque (CPChoque)", disse a nota enviada pela Secretaria, que também destaca reforço na segurança depois do desabamento da marquise.
"Em decorrência do fato ocorrido na manhã desta sexta-feira (6), a PMCE reforçou o policiamento no local. Por se tratar de uma propriedade privada, a responsabilidade sobre a vigilância permanente do prédio é do proprietário", conclui.
Local havia passado por fiscalização semanas antes do desabamento
O proprietário do prédio já havia sido autuado por falta de fechamento e conservação no final de outubro, além de irregularidades relacionadas à conservação da calçada. Equipes da Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) e da Defesa Civil de Fortaleza estiveram no local semanas antes do desabamento após solicitação do O POVO.
A Defesa Civil esteve no local no dia 29 de outubro, quando encontrou o prédio em "aparente estado de abandono", sem portas e janelas e com desprendimento de partes da estrutura em alguns pontos.
"O perímetro em risco, próximo à calçada com circulação de pedestres, foi isolado com fita zebrada. Já está sendo feita a investigação para identificação do proprietário e posterior notificação", diz a nota enviada pela pasta.
Confira imagens do prédio antes e depois do desabamento de marquise
Também procurada, a Agefis pontuou já ter autuado o proprietário pela falta de fechamento e conservação, conforme previsto no Art. 885 do Código da Cidade (Lei Complementar nº 270/2019), que classifica a conduta como infração grave.
"A agência reforça que o proprietário do imóvel também já havia sido autuado em setembro por irregularidades relacionadas à conservação da calçada. Em relação a situações envolvendo invasões, furtos e depredações, a Agefis ressalta que a apuração dessas ocorrências é de competência dos órgãos de segurança pública", complementa a Agência, em nota.
Prédio foi fiscalizado após denúncia de leitores do O POVO; veja como entrar em contato
As visitas da Agefis e Defesa Civil ao antigo prédio da Caixa Econômica ocorreu a partir de denúncias dos leitores do O POVO. Mensagens enviadas através do Whatsapp da redação do jornal apontavam para situação de abandono e risco de acidente.
O POVO enviou uma equipe ao local e entrou em contato com as pastas de fiscalização e Defesa Civil da Capital.
O canal é aberto ao público, que pode entrar em contato por meio do número e enviar sugestões de pautas e denúncias.
As sugestões de pauta devem ser enviadas através de mensagem para o número (85) 99123 1328.
Além do novo serviço via WhatsApp, os leitores também podem entrar em contato com o jornal por meio de outros meios. Confira abaixo:
- Através do e-mails de todos os jornalistas, divulgados nas matérias no portal online e impresso
- Pelos comentários abertos nas redes sociais
- Em matérias e artigos do O POVO+
- Contato direto com o ombudsman: (85) 98893 9807 (WhatsApp) ou [email protected] (e-mail)
Com informações do repórter Kaio Pimentel
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