Águas do Rio faz 110 melhorias durante parada do Guandu
A Águas do Rio realizou 110 intervenções na rede de abastecimento durante a parada anual do Sistema Guandu, realizada pela Cedae na terça-feira (3/11). Os serviços incluíram instalação de equipamentos, substituição de válvulas e registros, reparos em tubulações e manutenções preventivas em diferentes bairros da capital e municípios da Baixada Fluminense. Apesar da conclusão dos trabalhos, o fornecimento de água ainda passa por um processo de recuperação gradual.
O Sistema Guandu voltou a operar com 100% da capacidade às 17h de quarta-feira (4/11). A partir desse horário, começou a contar o prazo de até 72 horas para a normalização do abastecimento nas regiões atendidas pelas concessionárias, o que pode levar a recuperação do serviço até a tarde de sábado (7/11).
Segundo a Águas do Rio, a retomada precisa acontecer aos poucos para evitar problemas de pressão nas tubulações. A empresa afirma que o cronograma está sendo cumprido e que não há atrasos no processo de recuperação do fornecimento.
Zona Norte do Rio recebeu novas válvulas e reparos na rede
Na capital, uma das principais intervenções foi realizada no Lins de Vasconcelos, na Zona Norte, onde a concessionária instalou uma válvula reguladora de pressão automática. O equipamento busca reduzir um problema antigo de perdas de água na região, controlando a pressão da rede de acordo com a demanda.
Os trabalhos também chegaram a bairros como Tijuca, Andaraí, Méier, Irajá, Brás de Pina e Ilha do Governador, além de comunidades atendidas pela concessionária.
Na Baixada Fluminense, o destaque foi a instalação de um macromedidor no bairro Km 32, em Nova Iguaçu. O aparelho permite acompanhar o volume de água distribuído pela rede e identificar possíveis perdas, contribuindo para o controle do abastecimento.
O diretor de Operações da Águas do Rio, Diógenes Lyra, afirma que a empresa aproveitou a paralisação do Guandu para realizar intervenções que seriam mais difíceis com o sistema funcionando.
"Realizamos uma grande operação, com equipes mobilizadas simultaneamente em diferentes regiões, para executar 110 intervenções dentro da janela de manutenção, sem comprometer o cronograma de retomada do abastecimento. Esse trabalho faz parte de um esforço muito maior da Águas do Rio, que é modernizar a infraestrutura recebida no início da concessão, corrigir problemas históricos e tornar o sistema cada vez mais eficiente e confiável", declarou Diógenes Lyra.
Entenda os horários da retomada do Sistema Guandu
A manutenção preventiva realizada pela Cedae foi concluída às 23h30 de terça-feira (3/11), antes do horário inicialmente previsto. No entanto, o fornecimento de água tratada não foi retomado de imediato, porque as concessionárias ainda precisavam concluir serviços em suas redes.
Às 4h44 de quarta-feira (4/11), a Águas do Rio autorizou a retomada do Sistema Marapicu, que integra o Guandu e atende municípios da Baixada Fluminense e bairros da Zona Norte do Rio.
Às 6h47, depois de concluir outras intervenções programadas, a empresa liberou o restante do sistema para a retomada gradual do fornecimento.
Uma das últimas melhorias foi realizada na Rua Florianópolis, na Praça Seca, na Zona Sudoeste do Rio, onde foi instalado um macromedidor. O serviço terminou no fim da tarde de quarta-feira.
Segundo a concessionária, a intervenção não prejudicou a recuperação do abastecimento porque a região possui válvulas que permitem isolar trechos da rede sem interromper o fornecimento para outras áreas.
O Guandu atingiu a capacidade máxima de produção às 17h de quarta-feira, momento a partir do qual passou a contar o prazo de 72 horas para normalização.
A empresa explica que a recuperação pode ocorrer em ritmos diferentes, principalmente nas regiões mais elevadas e nas pontas de rede, onde a água costuma demorar mais a chegar depois de interrupções prolongadas.
Águas do Rio diz ter recuperado 300 bilhões de litros de água desde o início da concessão
Além das intervenções realizadas durante a parada do Guandu, a Águas do Rio, empresa do grupo Aegea, afirma que vem investindo em tecnologias para reduzir vazamentos e melhorar o controle da distribuição.
Segundo a concessionária, as medidas adotadas nos últimos anos permitiram recuperar 300 bilhões de litros de água, volume que a empresa compara ao necessário para abastecer 1 milhão de pessoas.
O trabalho envolve uma rede de mais de 18 mil quilômetros de tubulações, que passou a contar com novos equipamentos de monitoramento e controle de pressão.
Somente na capital, foram instaladas mais de 300 válvulas automáticas, capazes de ajustar a pressão conforme o consumo de cada região. A empresa também mantém aproximadamente 3 mil pontos de monitoramento, acompanhados 24 horas por dia.
Outra tecnologia utilizada é o mapeamento por satélite, que ajuda a localizar vazamentos ocultos, inclusive em tubulações enterradas sob ruas e calçadas, permitindo que as equipes identifiquem pontos que precisam de reparos.
Desde o início da concessão, a Águas do Rio informa ter investido R$ 6,4 bilhões em infraestrutura e melhorias operacionais. Nesse período, foram instalados ou substituídos cerca de 1.900 quilômetros de redes de água.
A concessionária também afirma que quase 1 milhão de moradores de comunidades da capital passaram a contar com abastecimento regularizado após as intervenções realizadas nos últimos anos.
Defensor do Carioca Way of Life
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