Família de Elyne nega relacionamento entre médica e procurador: “após único encontro, começou a ameaçar e persegui-la”

Eduarda Wolter, prima paterna da médica Elyne de Assis Nogueira, afirmou ao ac24horas nesta sexta-feira (6) que a vítima não teve relacionamento amoroso com o procurador municipal Francisco Valadares Neto, apontado como suposto mandante do crime. Segundo ela, os dois tiveram um único encontro, e Elyne decidiu se afastar depois de tomar conhecimento do histórico dele e de denúncias de violência contra mulheres.
De acordo com a prima, Valadares não aceitou a recusa, e a partir daí começaram perseguições e ameaças. Eduarda disse que Elyne denunciou, pediu proteção e teve dois pedidos de prisão contra ele negados. “Ela fez o que estava ao alcance dela para tentar preservar a própria vida, mas, infelizmente, não foi protegida”, declarou. Os dois pedidos foram feitos pelo Ministério Público do Acre e negados pelo Juízo Criminal da comarca antes do crime.
Elyne foi morta a tiros na noite de segunda-feira (2), em um gastrobar do Centro de Brasiléia. Ela tinha medida protetiva contra o procurador e acionou o botão do pânico antes do ataque, mas o alerta não chegou a tempo à Polícia Militar. A Polícia Civil havia mencionado, em nota, a hipótese de que o crime tenha sido planejado pelo ex-companheiro da vítima. Lucival Lopes de Souza, conhecido como Pitaca, apontado como executor, foi preso na quinta-feira (5), em Epitaciolândia. O delegado-geral da PCAC, Pedro Paulo Buzolin, afirmou que o caso é tratado como crime de mando.
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