Familiares de médica assassinada pedem que investigado permaneça no Acre

Familiares e amigos da médica Elyne de Assis Nogueira realizaram na tarde desta sexta-feira, 06, uma manifestação em frente ao Pronto-Socorro de Rio Branco para cobrar justiça e impedir a possível transferência do procurador, Francisco Valadares, apontado como mandante do assassinato para um hospital em São Paulo. Ele está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade.
Durante o ato, Samara Walter, tia da família, afirmou que a mobilização foi motivada por notícias sobre uma possível transferência do investigado para fora do Acre. Ela pediu a intervenção do Ministério Público e do Tribunal de Justiça para evitar que isso aconteça.
“Nosso movimento hoje foi em prol de uma notícia que a gente viu na internet sobre a possível transferência dele para São Paulo. A nossa manifestação é pedir ao Ministério Público, ao Tribunal de Justiça, a alguém que possa intervir nisso, porque a gente sabe que ele é muito influente no meio judiciário. Então, assim, isso não pode acontecer, essa transferência não pode acontecer”, declarou.
Samara também contestou informações que, segundo ela, dão a entender que o procurador e Elyne mantinham um relacionamento duradouro. De acordo com a familiar, os dois tiveram apenas um encontro, durante um jantar, e a médica não teria aceitado dar continuidade à aproximação.
“Ele nunca chegou a ter um relacionamento. Porque hoje, quando a gente abre a notícia na internet, parece que eles viviam há anos. E foi apenas um encontro, um jantar. E depois foi negado o relacionamento e ele não aceitou. Começou a perseguir ela, começou a ameaçar ela de morte”, afirmou.
A familiar acrescentou que, após as ameaças, foram adotadas medidas de proteção para a médica.
Já Samia Regina, tia da vítima, afirmou que a família espera que desta vez a Justiça não falhe. Em sua manifestação, ela destacou que, na avaliação dos familiares, já houve duas oportunidades em que a proteção de Elyne não funcionou.
“Olha, o que a gente quer é que seja feita a justiça. Por duas vezes a Justiça falhou e a gente espera que dessa vez a Justiça seja feita”, declarou.
Samia também questionou se a transferência do investigado para outro estado poderia comprometer a responsabilização pelo crime e defendeu que ele permaneça à disposição das autoridades.
“Esse é o nosso grito. É isso que a gente quer. Que ele seja julgado, que ele seja sentenciado. Porque ele matou uma família inteira”, disse.
Veja o vídeo:
Ver nota original ↗
¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?
