Campo Grande News
Fios pendurados, caídos e emaranhados motivam denúncias de moradores da Capital
Fios espalhados pelas calçadas, cabos pendurados a poucos metros do chão e postes tomados por emaranhados de fiação. Essas são algumas das situações registradas por moradores de Campo Grande que responderam à campanha “Tem fio solto na sua rua?”, lançada pelo Campo Grande News na quinta-feira (5). Em menos de dois dias, o jornal recebeu relatos de diferentes regiões da cidade, acompanhados de fotografias que mostram os problemas. As reclamações chegaram de bairros como Tiradentes, Jardim dos Estados, Jardim Colúmbia, Vila Dr. Albuquerque e Arnaldo Estevão de Figueiredo, além de vias da região central. Os moradores relatam preocupação com o risco de acidentes e a falta de manutenção dos cabos, alguns dos quais permanecem soltos há meses. Na Avenida Rouxinol, no Bairro Tiradentes, as imagens mostram um emaranhado de fios presos aos postes, além de cabos que descem em direção à calçada. Em um dos registros, um fio aparece pendurado sobre a via, próximo à altura de circulação de veículos e pedestres. O morador Luiz Antonio, que encaminhou as imagens, conta que já precisou retirar cabos que caíram na calçada. "Já tirei vários metros de cabo quando caem na calçada", relatou. As fotografias registradas na quinta-feira mostram a quantidade de fiação acumulada no cruzamento da avenida, inclusive com galhos secos de árvores misturados aos cabos. No Jardim Colúmbia, o morador Edivaldo denunciou a situação na Rua Pindaré. Segundo ele, o acúmulo de fios representa um perigo para quem passa pelo local. "Tá horrível de tanto fio e fora o perigo também", afirmou. Na Rua dos Engenheiros, no Bairro Arnaldo Estevão de Figueiredo, o morador Robson Nogueira também reclama da quantidade de cabos espalhados pela via. Segundo ele, a fiação de energia e os cabos das operadoras de telecomunicações se misturam ao longo da rua, principalmente no trecho próximo ao número 40. "A fiarada esparramada juntamente com os fios das operadoras vai do número 20 ao final da Rua dos Engenheiros", relatou o morador. Outra denúncia chegou da Rua Manoel Inácio de Souza, no Jardim dos Estados. Conforme o relato encaminhado à redação, há fios soltos ao longo da via, depois do cruzamento com a Rua Ceará. Na Rua Monte Sião, na Vila Dr. Albuquerque, o morador Hélio também apontou problemas com a fiação. Os problemas não se restringem aos bairros mais afastados. Na região central, leitores denunciaram cabos pendurados na esquina da Avenida Marechal Rondon com a Rua Pedro Celestino. Segundo os relatos, parte da fiação está amarrada a uma árvore, situação que preocupa quem passa pelo cruzamento. Na Rua Maracaju, esquina com a Rua Padre João Crippa, moradores apontam outro problema antigo. Galhos de árvores estão misturados à fiação, enquanto alguns cabos descem até próximo do chão. Um dos leitores afirma que a situação permanece sem solução há vários meses. As imagens recebidas pelo jornal mostram ainda estruturas de concreto danificadas, fios que chegam ao piso das calçadas e cabos espalhados próximos a postes e árvores. Em alguns pontos, a fiação ocupa espaços utilizados por pedestres, inclusive perto de travessias. Não é possível identificar apenas pelas fotografias se todos os cabos pertencem às redes de energia elétrica, telefonia ou internet. Por isso, a orientação é não tocar nem tentar retirar os fios, mesmo quando aparentam estar desligados. Na Avenida Rachid Neder, esquina com a Rua Dona Idalina, um morador aproveitou a campanha para relatar problemas com fios soltos e uma situação que, segundo ele, persiste há mais de um mês. Também chegaram à redação registros da Rua Antônio Burgos e da Rua Olímpio Klafke, na região da Mata do Jacinto. Neste último endereço, uma fotografia feita na segunda-feira (3) mostra cabos espalhados sobre a grama, perto de uma árvore e da calçada. Campanha continua O Campo Grande News lançou a campanha depois de registrar situações de risco provocadas por fios abandonados nas ruas. Em setembro, um motociclista sofreu ferimentos ao ser atingido no pescoço por um cabo de telefonia solto na Avenida Nosso Senhor do Bonfim, na região do Parque Novos Estados. O caso reforçou a necessidade de identificar outros pontos perigosos na cidade. A iniciativa pretende reunir imagens, endereços e relatos dos moradores para cobrar providências das empresas e dos órgãos responsáveis. Os registros recebidos até agora mostram que o problema se repete em diferentes regiões da Capital, tanto em ruas residenciais quanto em avenidas movimentadas. Moradores que encontrarem fios caídos, cabos pendurados ou postes com excesso de fiação podem enviar fotos e vídeos ao WhatsApp do Direto das Ruas, pelo número (67) 99669-9563. É necessário informar rua, bairro e um ponto de referência. O jornal continuará reunindo as denúncias para cobrar soluções das concessionárias, operadoras e autoridades competentes. A orientação é registrar as imagens de um local seguro, sem tocar ou tentar movimentar os cabos. Em situações de risco imediato, a distribuidora de energia também deve ser acionada.
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