Campo Grande News
Dólar encerra semana a R$ 5,50 com mercado atento à economia dos EUA
O dólar comercial fechou esta sexta-feira (6) em alta de 0,36%, cotado a R$ 5,5082, com investidores atentos aos dados de emprego dos Estados Unidos e às preocupações com o setor de tecnologia. A moeda americana acumulou valorização de 1,18% na semana, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,39%, aos 168.498 pontos. No turismo, usado como referência por quem compra moeda para viagens, a cotação subiu 0,29% e terminou em R$ 5,719. O euro comercial recuou 0,41%, para R$ 6,136. Desde o início de novembro, a divisa dos Estados Unidos acumula ganho de 1,18%, enquanto a valorização no ano chega a 0,36%. A bolsa brasileira encerrou a semana com avanço de 0,34%, mesmo percentual registrado no mês, e acumula alta de 4,58% em 2026. Entre as principais ações, o Bradesco subiu 3,12%, a Vale ganhou 2,19% e o Itaú avançou 1,40%. Em sentido contrário, os papéis preferenciais da Petrobras perderam 1,28%. O petróleo encerrou o pregão internacional com pequenas altas, mas acumulou perdas expressivas na semana. O barril do Brent, referência internacional, avançou 0,03% e fechou a US$ 98,32. Já o WTI (West Texas Intermediate), negociado nos Estados Unidos, subiu 0,34%, para US$ 90,83. As duas referências perderam cerca de 13% no período, em meio às expectativas de negociações para reduzir o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. O que mexe com os mercados - Nos Estados Unidos, o relatório de emprego de outubro mostrou a criação de 165 mil vagas, acima das 59 mil esperadas pelos analistas. A taxa de desemprego caiu para 4,1%, sinal de que o mercado de trabalho americano continua aquecido. Os números aumentaram as expectativas de que o Federal Reserve, banco central do país, mantenha uma política de juros mais elevada para conter a inflação. As empresas de tecnologia também permaneceram no centro das atenções. Na quinta-feira (5), a queda das ações ligadas à inteligência artificial provocou perdas expressivas nas bolsas americanas. Investidores temem que a maioria conquistada pelos democratas no Congresso resulte em regras mais rígidas para o setor. Nesta sexta, parte dessas empresas recuperou valor, mas as preocupações continuaram. No Brasil, o mercado acompanhou as discussões sobre as contas públicas e os próximos passos da política econômica. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na véspera que o governo federal pretende manter os compromissos fiscais e sociais. A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de interromper o ciclo de cortes da Selic, mantida em 13,75% ao ano, também influenciou as avaliações dos investidores.
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