Marcão fala sobre permanência no Fluminense e revela acordo com a diretoria
Marcão afirmou que sua permanência no comando do Fluminense será discutida ao fim da temporada. Após o triunfo por 3 a 0 sobre o Vitória, nesta sexta-feira (6), no Barradão, o treinador revelou que esse foi o acordo estabelecido com a diretoria e se mostrou disposto a continuar trabalhando pelo clube.
— O que a gente acordou com a diretoria é que ficaria até o final do ano e dali a gente decidiria se continuaria ou não, se viria uma outra pessoa. O Marcão está sempre disposto, sempre querendo trabalhar muito, sempre querendo ajudar a torcida do Fluminense, os jogadores, o clube, a instituição — afirmou.
➡️Castillo celebra golaço pelo Fluminense e destaca luta por vaga na Libertadores
Questionado sobre seu desejo para 2027, Marcão recorreu à própria trajetória para explicar como lida com a indefinição. O técnico lembrou que começou a carreira de jogador entre os 18 e 19 anos e chegou ao Fluminense entre os 27 e 28.
— É tudo no tempo que Papai do Céu quer. E agora, como treinador, Papai do Céu vai falar se eu tenho que continuar ou não. Estou muito disposto a trabalhar, muito comprometido com o nosso dia a dia, e a gente tem um objetivo importante até o final do ano.
➡️Fluminense atropela o Vitória e segue firme na busca pela Libertadores
O Fluminense chegou aos 57 pontos e segue na disputa por uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores de 2027. Savarino, Canobbio e Castillo marcaram os gols da segunda vitória consecutiva da equipe no Brasileirão.
Marcão explica diferença para derrota do Fluminense em Chapecó
O treinador também foi perguntado sobre o contraste entre a atuação no Barradão e a derrota para a Chapecoense, no primeiro compromisso após a eliminação na Libertadores. Marcão reconheceu o impacto emocional da queda diante do Palmeiras e disse que a tentativa de renovar a equipe naquele momento não funcionou.
— Era um jogo muito próximo da eliminação. É natural você estar decepcionado com o resultado, da maneira que foi, dos dois jogos que a gente fez contra o Palmeiras. A gente até tentou uma mescla para puxar um pouquinho daqueles jogadores que estavam fora. E realmente, naquele jogo, nada funcionou. Animicamente não estávamos bem, tivemos uma noite muito infeliz — avaliou.
Em Salvador, a preparação levou em conta um Vitória pressionado pela luta contra o rebaixamento e sob novo comando. A ideia era aproveitar os espaços deixados pela pressão adversária, com aproximações entre os jogadores e transições ofensivas.
— A gente sabia que encontraria um Vitória diferente, com treinador novo, tentando atacar a todo momento. Estrategicamente, a gente tentou fazer o nosso jogo, aproveitar que a equipe deles ia saltar um pouquinho a pressão e nosso time jogar bola do jeito que tem feito durante esse período todo. Conseguimos usar bem essa nossa característica de aproximar, jogar, marcar forte na hora que tem que marcar. Usamos transição, treinamos isso — explicou.
Treinador valoriza trabalho defensivo dos atacantes
Os gols dos três atacantes deram a Marcão a oportunidade de destacar uma contribuição que, na avaliação dele, recebe menos atenção: a participação do setor ofensivo na marcação. O técnico citou as recomposições de Canobbio e Savarino como parte do equilíbrio da equipe.
— Nossos atacantes marcam lá na linha defensiva. O que eles fazem de trabalho jogo a jogo é impressionante, mas poucos conseguem perceber isso, o porquê de a nossa equipe estar equilibrada. Porque o Canobbio está lá atrás ajudando, faz uma linha de cinco. Você viu o Savarino lá atrás comprometido, atrás de lateral — disse.
Marcão comemorou que o esforço tenha sido acompanhado pelos gols, em uma noite de maior produção ofensiva do Fluminense.
— Muito feliz porque esses atacantes hoje tanto jogaram muito bem quanto cumpriram função e tiveram força para fazer o gol e dar essa vitória para a nossa equipe.
Ver nota original ↗
¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?
