Estratégia de hedge pode proteger patrimônio contra variações do mercado
Hedge é uma estratégia financeira muito utilizada para a proteção do patrimônio. Ele ajuda a minimizar o impacto de flutuações de preços e taxas.
Ter um hedge é parecido com contratar um seguro para seus investimentos. Por exemplo, um investidor que comprou uma ação de R$ 20 pode comprar uma Opção de venda (put), que permite travar o preço dessa ação.
Se o preço estabelecido no hedge for dos mesmos R$ 20 o investidor conseguirá esse preço pela ação mesmo se houver uma queda no mercado daquele ativo.
Portanto, se o preço da ação da empresa cair e agora valer R$ 10, o investidor que tiver o hedge conseguirá vender seu ativos pelos mesmo R$ 20 da compra.
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“Essa é uma estratégia utilizada largamente por investidores, por exportadores que precisam de alguma forma travar o câmbio e se proteger de valorizações ou desvalorizações cambiais”, disse Bernardo Pascowitch, apresentador do Resenha do Dinheiro.
A questão é que se houver uma valorização das ações da empresa os ganhos do investidor que fez uma Opção de compra também serão limitados. Fazer contratos de hedge não elimina todos os riscos do mercado, eles são capazes de minimizar ou reduzir uma parte específica dos riscos.
E não é apenas as ações que os hedges se aplicam, a estratégia pode incluir derivativos, câmbio, commodities e títulos. Cada formato terá um funcionamento um pouco diferente.
O hedge cambial favorece empresas ou investidores que atuam globalmente e querem garantir uma estabilidade financeira. Nesse caso o investidor pode comprar contratos futuros de dólar para garantir uma taxa de câmbio mínima.
No caso de companhias aéreas, por exemplo, que ficam muito expostas à variação do preço de combustíveis, é possível comprar contratos futuros de petróleo a um preço fixo. Se o preço da commodity subir além do valor do contrato, a companhia não será afetada nos ativos que utilizarem o hedge.
Resenha do Dinheiro
O programa é apresentado por Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”; e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados à educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.
O Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil
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