Quinto andar do PS vira “área restrita” para proteger Valadares Neto

A evolução no quadro clínico do advogado e procurador Francisco Valadares Neto, que foi extubado e passou a respirar espontaneamente após 24 horas sem ventilação mecânica, veio acompanhada de uma verdadeira operação de guerra e isolamento dentro do Pronto-Socorro de Rio Branco.
Com a repercussão nacional do assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira e o vazamento de relatórios médicos anteriores, a administração hospitalar e os órgãos de segurança pública impuseram um cordão de isolamento rígido em torno do paciente.
Informações apuradas pelo ac24horas indicam que o quinto andar do hospital, onde Valadares Neto se encontra internado, foi totalmente fechado por equipes de segurança, transformando a ala em uma zona de acesso estritamente controlado.
De acordo com a apuração da reportagem, ninguém consegue se aproximar da ala ou da sala do paciente, com exceção de profissionais de saúde devidamente autorizados e agentes de segurança pública. A regra para conter qualquer tentativa de registro ou exposição da imagem do investigado é implacável: o uso ou a entrada com celulares e qualquer tipo de aparelho eletrônico são rigorosamente proibidos no local. Todos que necessitam acessar o espaço passam por minuciosas revistas.
O cerco em torno de Valadares Neto reflete a extrema sensibilidade do caso e a pressão pública por justiça após a morte brutal da médica Elyne em Brasiléia. Enquanto a defesa e familiares tentam blindar informações sobre o estado de saúde do ex-procurador, que teve o registro profissional suspenso pela OAB/AC e já conta com mandado de prisão expedido pela Justiça, o forte aparato policial e hospitalar tenta conter o fluxo de informações para evitar novos vazamentos que possam comprometer a ordem na unidade de saúde.
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