Cecília Meireles: 125 anos de poesia, amor e reflexões; veja 20 frases
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Há palavras que resistem ao tempo, atravessam gerações e continuam fazendo sentido mesmo décadas depois de terem sido escritas. É assim com a obra de Cecília Meireles, uma das maiores referências da literatura brasileira, que completaria 125 anos neste sábado (7). Dona de versos sobre amor, liberdade, saudade e as transformações da vida, a escritora deixou um legado que permanece presente na memória e no cotidiano dos leitores.
Nascida em 7 de novembro de 1901, no Rio de Janeiro, Cecília Benevides de Carvalho Meireles foi poeta, jornalista, professora e pintora. Sua produção literária, marcada pela sensibilidade e por reflexões sobre a existência humana, ganhou reconhecimento dentro e fora do Brasil.
Da infância à literatura
A infância de Cecília foi marcada por perdas familiares. O pai morreu antes de seu nascimento, enquanto a mãe faleceu quando ela tinha apenas três anos. Criada pela avó materna, de origem portuguesa, encontrou nos livros uma forma de expressão e começou a escrever poesias ainda criança, aos nove anos.
Aos 18 anos, publicou seu primeiro livro, “Espectros” (1919). Posteriormente, consolidou-se como um dos principais nomes da segunda geração modernista brasileira, especialmente pela musicalidade dos versos e pela abordagem de temas como a passagem do tempo, a solidão e a condição humana.
Uma vida dedicada à educação
Além da literatura, Cecília teve participação importante na educação brasileira. Formada professora, trabalhou em escolas e também no jornalismo, escrevendo sobre os desafios do ensino no país.
Em 1934, participou da criação de uma biblioteca infantil no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, iniciativa pioneira que buscava aproximar as crianças da leitura.
Entre suas obras mais conhecidas estão “Viagem” (1939), “Mar Absoluto” (1945), “Romanceiro da Inconfidência” (1953) e “Ou Isto ou Aquilo” (1964), esta última voltada ao público infantil.
O legado de Cecília Meireles
Ao longo da carreira, a escritora conquistou reconhecimento por sua contribuição à cultura brasileira. Seus textos foram traduzidos para diferentes idiomas, ampliando o alcance de sua poesia.
Cecília morreu em 9 de novembro de 1964, no Rio de Janeiro, aos 63 anos, vítima de câncer. Mais de seis décadas depois, seus poemas continuam sendo estudados, compartilhados e lembrados por leitores de diferentes idades.
20 frases e versos de Cecília Meireles para recordar
Entre poemas, reflexões e pensamentos atribuídos à autora, algumas passagens se tornaram especialmente populares. Confira 20 frases e trechos presentes no material reunido sobre Cecília Meireles:
- Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão. - Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.
- Adestrei-me com o vento e minha festa é a tempestade.
- Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve… - Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.
- Aprendi com as primaveras a deixar-me cortar e a voltar sempre inteira.
- Eu deixo aroma até nos meus espinhos,
ao longe, o vento vai falando de mim. - Se você errou, peça desculpas…
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado? - E é nisto que se resume
o sofrimento:
cai a flor, — e deixa o perfume
no vento! - Pus-me a cantar minha pena
Com uma palavra tão doce,
De maneira tão serena,
Que até Deus pensou que fosse
felicidade – e não pena. - Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste: sou poeta.
- Também é ser, deixar de ser assim.
- Os que sabem o que querem e querem o que têm! Sonhar um sonho a dois e nunca desistir da busca de ser feliz é para poucos!
- Não faças de ti um sonho a realizar. Vai. Sem caminho marcado. Tu és o de todos os caminhos.
- Há pessoas que nos falam e nem as escutamos, há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre.
- Minhas mãos ainda estão molhadas do azul das ondas entreabertas, e a cor que escorre de meus dedos colore as areias desertas.
- … E tudo que era efêmero
se desfez.
E ficaste só tu, que é eterno. - Hoje desaprendo o que tinha aprendido até ontem e que amanhã recomeçarei a aprender.
- Mas a vida, a vida, a vida, a vida só é possível reinventada.
- Felicidade, és coisa estranha e dolorosa:
Fizeste para sempre a vida ficar triste:
Porque um dia se vê que as horas todas passam,
e um tempo despovoado e profundo, persiste.
Repórter
Marajoara, formada em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama). Já passou por assessoria de imprensa e, posteriormente, já na área de redação jornalística, produziu uma série de materiais independentes para portais; atualmente, segue na área de redação jornalística no digital do Diário do Pará.
Marajoara, formada em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade da Amazônia (Unama). Já passou por assessoria de imprensa e, posteriormente, já na área de redação jornalística, produziu uma série de materiais independentes para portais; atualmente, segue na área de redação jornalística no digital do Diário do Pará.
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