Lula cumprimenta novo presidente do Paraguai após prisão de Peña
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumprimentou o novo presidente do Paraguai, Pedro Alliana, empossado na última sexta-feira (7/11) após a renúncia, impeachment e prisão de Santiago Peña. Alliana era o vice do chefe de Estado deposto.
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“Transmito ao novo Presidente do Paraguai, Pedro Alliana, empossado na noite de hoje, meus desejos de pleno êxito nas novas funções e de poder trabalhar com ele de maneira aberta, franca e cooperativa, em prol do fortalecimento da relação bilateral e do avanço da integração na América do Sul”, publicou Lula nas redes sociais.
O petista também afirmou que espera receber Alliana em Brasília para tratar da agenda bilateral e “dar renovado impulso a nossos históricos laços de amizade”. Os dois devem se encontrar pela primeira vez na cúpula do Mercosul, no dia 4 de dezembro, em Montevidéu, no Uruguai.
Formalmente, o governo brasileiro preferiu não se pronunciar sobre a crise que levou ao impeachment de Santiago Peña após o escândalo do Ueno Bank, que deixou a maior parte da população sem acesso às contas bancárias. O Itamaraty trata o caso como uma questão doméstica, a ser decidida de forma soberana pelo Paraguai.
Além disso, diplomatas brasileiros acreditam que, apesar da crise, não deve haver mudanças significativas na relação entre os dois países. Apesar de distantes ideologicamente, Lula e Peña mantinham uma relação cordial, mesmo com tensões pontuais como um caso de espionagem pelo Brasil em relação a Itaipu e uma fala polêmica do presidente brasileiro sobre a Guerra do Paraguai.
A mudança no comando do país ocorre em meio à crise provocada pelo colapso do Ueno Bank, que teve as operações interrompidas pelo Banco Central e deixou milhões de clientes sem acesso às contas. Peña foi acusado de favorecer o grupo controlador da instituição e de permitir irregularidades envolvendo recursos públicos e previdenciários. Ele nega as acusações, que também são alvo de investigação criminal.
Alianna também é alvo de acusações no caso Ueno Bank. Parlamentares da oposição afirmam que ele teria atuado para proteger a instituição, respaldado a aplicação de recursos previdenciários no banco e ignorado alertas sobre operações de crédito relacionadas ao caso.
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