POLÍCIA Lutador preso por agredir mulher em elevador diz não lembrar de nada
Lucas Portela Fontana Gomes, preso por agredir três mulheres em um prédio na zona Norte do Rio de Janeiro, afirmou à Polícia Civil que não se lembrava do que havia acontecido. Em depoimento, ele disse fazer uso de anabolizantes e atribuiu a possível falta de memória ao consumo das substâncias.
O caso é investigado pela 18ª DP (Praça da Bandeira). Uma das vítimas, uma mulher de 81 anos, continua internada com traumatismo craniano.
Tudo sobre Polícia em primeira mão!O lutador está preso temporariamente por 30 dias, com possibilidade de prorrogação de mais 30. Ele foi encaminhado ao presídio de Benfica e deve responder por tentativa de feminicídio, ameaça, violação de domicílio, lesão corporal e resistência.
Testemunhas relatam histórico de conflitos no prédio
Durante a investigação, um funcionário do edifício onde Lucas morava também prestou depoimento. Ele descreveu o suspeito como alguém que costumava provocar desentendimentos com outros moradores, inclusive esbarrando neles sem motivo, gritando e colocando música em volume elevado dentro do apartamento.
Os investigadores receberam ainda informações sobre possíveis episódios anteriores de brigas envolvendo Lucas em academias do Rio de Janeiro. Esses relatos serão apurados durante o inquérito.
Como aconteceram os ataques das três mulheres?
As agressões ocorreram na madrugada da última quinta-feira, 5, no edifício localizado na Avenida Maracanã. Segundo as informações reunidas pela polícia, Lucas iniciou uma discussão dentro do próprio apartamento e passou a ameaçar os vizinhos.
Por volta de 1h10, policiais militares e guardas municipais foram acionados por moradores. O homem teria saído de casa, invadido apartamentos e ameaçado matar pessoas que viviam no prédio.
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Uma das moradoras conseguiu fugir pelas escadas com a família enquanto era atacada. Em seguida, Lucas entrou em outro imóvel e agrediu uma mulher de 81 anos, que precisou ser levada ao hospital.
O terceiro episódio ocorreu no elevador. Ao perceber que uma vizinha pedia ajuda, outra moradora saiu do apartamento para socorrê-la. Quando a porta se abriu, encontrou o suspeito, que a derrubou e a atingiu com socos e chutes. Segundo os relatos, ele também a estrangulou durante vários minutos.
As câmeras de segurança do elevador registraram parte da violência.
Depois dos ataques, investigadores da 18ª DP colheram depoimentos das mulheres e de outras testemunhas, além de reunir gravações do circuito de segurança do edifício. Com base nos elementos levantados, o delegado titular Alvaro de Oliveira Gomes solicitou à Justiça a prisão temporária de Lucas. A ordem foi autorizada e cumprida na sexta-feira, 6.
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