Política07 de novembro de 2026Rogério promete Senado independente e propõe diálogo entre os Poderes para enfrentar crise institucional
Redação Tribuna do Norte • 07 de novembro de 2026 • 11h58

O senador Rogério Marinho (PL-RN), candidato à presidência do Senado Federal, afirmou que pretende estabelecer uma nova relação institucional entre os Poderes, pautada pela independência, pelo respeito à Constituição e pela recuperação da credibilidade das instituições brasileiras.
Em entrevista ao programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, nesta sexta-feira (6), o parlamentar disse que, caso seja eleito, solicitará audiências com os presidentes da República, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal (STF) nos primeiros dias de mandato para discutir uma agenda de trabalho sobre os principais desafios do país.
Marinho defendeu que o Senado precisa recuperar sua autonomia e retomar o papel constitucional de fiscalizar e promover o equilíbrio entre os Poderes, além de representar a sociedade. Na avaliação do senador, a Casa não deve atuar como um “puxadinho do governo”.
O parlamentar afirmou que o Brasil enfrenta uma crise de confiança nas instituições, agravada, segundo ele, pela omissão do Legislativo diante de conflitos entre os Poderes e pelo enfraquecimento das prerrogativas parlamentares. Para Marinho, a superação desse cenário passa pelo fortalecimento da Constituição, e não pelo aprofundamento dos confrontos políticos.
“Temos hoje uma crise moral em curso, pela degradação da credibilidade das instituições perante a opinião pública”, afirmou Marinho, ressaltando que o problema atinge não apenas o Judiciário, mas também o Legislativo e o Executivo.
O candidato também rejeitou a possibilidade de sua eventual eleição representar uma postura de confronto permanente com o governo federal. Segundo ele, os projetos encaminhados pelo Executivo ao Congresso terão tramitação regular, cabendo aos parlamentares decidir sobre a aprovação ou rejeição das propostas.
“Não iremos impedir o funcionamento da máquina pública. Não vamos impedir que os projetos que o governo federal encaminhar ao Congresso Nacional sejam tramitados, sejam discutidos. Quem vai decidir é o Congresso, soberanamente”, afirmou.
Durante a entrevista, Marinho criticou o que considera uma postura de acomodação do Senado diante de interferências nas atribuições constitucionais do Parlamento. Ele argumentou que a defesa das prerrogativas do Legislativo e do cumprimento da Constituição não deve ser interpretada como radicalismo.
“Nós banalizamos o que não deveria ser permitido. Achamos que a invasão das prerrogativas constitucionais é uma coisa absolutamente normal. Não podemos aceitar mais essa situação ”, declarou.
Ao abordar a fiscalização dos demais Poderes, o senador afirmou que o Senado precisa cumprir suas atribuições legais, inclusive na análise de eventuais pedidos de impeachment de autoridades. Ele defendeu que esses procedimentos sejam conduzidos com fundamentação, respeito ao devido processo legal e sem perseguições políticas.
Marinho também criticou o que classificou como uso político da prerrogativa do Senado de analisar denúncias de crimes de responsabilidade contra ministros do STF. Na avaliação do parlamentar, essa atribuição teria sido condicionada a conveniências e utilizada como moeda de troca pela atual presidência da Casa.
Ao defender sua candidatura, o senador afirmou que a disputa vai além das diferenças partidárias e envolve a definição do papel que o Senado deverá desempenhar na próxima legislatura. Para ele, a instituição precisa atuar como uma salvaguarda da sociedade, com garantia de previsibilidade jurídica, liberdade de expressão, respeito às prerrogativas parlamentares e equilíbrio entre os Poderes.
“A nossa candidatura é uma candidatura que representa a instituição, defende a democracia e pretende resgatar a credibilidade do Senado da República”, afirmou.
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