Notícias de SPPrédio que desabou no Brás não tinha alvará de funcionamento nem vistoria dos bombeiros
O prédio de quatro andares que desabou na noite de sexta-feira (6), no Brás, região central de São Paulo, funcionava sem alvará vigente e não possuía Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). A informação foi confirmada pela Prefeitura de São Paulo, que também afirmou não ter recebido denúncias sobre possíveis irregularidades ou problemas de segurança no imóvel.
No edifício funcionava uma loja de tecidos. O desabamento aconteceu por volta das 18h30, enquanto trabalhadores abasteciam o estabelecimento com mercadorias. Ao todo, 35 pessoas estavam no local no momento do acidente. Oito conseguiram sair por conta própria, enquanto as demais precisaram ser retiradas pelas equipes de resgate.
Segundo as informações divulgadas sobre a ocorrência, 27 pessoas foram resgatadas sem ferimentos graves. Quatro delas foram encaminhadas a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na Mooca, na zona leste da capital.
Em nota, a Secretaria Municipal das Subprefeituras informou que não identificou registros nos canais de atendimento da Prefeitura relacionados às condições estruturais do prédio ou à possível existência de comércio irregular na loja.
Possível excesso de mercadorias
Uma das hipóteses levantadas sobre o que teria provocado o desabamento é a sobrecarga de materiais armazenados no imóvel. A possibilidade foi mencionada por funcionários que trabalhavam no estabelecimento e também pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).
Apesar dos relatos, o Corpo de Bombeiros não apontou uma causa para o acidente. A confirmação das circunstâncias que levaram ao colapso dependerá de avaliações técnicas e da perícia responsável pela investigação.
Resgate foi retomado neste sábado
Mais de 50 equipes do Corpo de Bombeiros participaram dos trabalhos de atendimento e retirada das vítimas. Durante a noite de sexta-feira, as buscas precisaram ser interrompidas temporariamente devido ao risco de novos desabamentos na estrutura.
As operações foram retomadas na manhã deste sábado (7), com o objetivo de verificar as condições do imóvel e descartar a possibilidade de haver outras pessoas sob os escombros.
A Prefeitura também mobilizou dez agentes da Defesa Civil Municipal para realizar vistorias e adotar medidas preventivas na região. A avaliação busca identificar possíveis riscos estruturais e garantir a segurança das construções próximas.
Por causa da ocorrência, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interditou vias no entorno do imóvel, incluindo o trecho entre as ruas Joli e Mendes Júnior, além dos cruzamentos das ruas Xavantes com Mendes Júnior e Oriente com Xavantes.
A ausência de alvará de funcionamento e de AVCB deverá integrar a apuração sobre as condições em que o estabelecimento operava antes do desabamento.
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