Sesacre nega proteção a Valadares: “medidas visam proteger acompanhantes e profissionais”

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) negou que o quinto andar do Pronto-Socorro de Rio Branco tenha sido isolado para garantir a segurança de Francisco Valadares Neto, principal suspeito da morte da médica Elyne de Assis Nogueira, em Brasileia. O esclarecimento foi divulgado após o ac24horas apurar que o andar onde o investigado está internado recebeu espécie de coxão de isolamento com equipes de segurança.
Segundo a reportagem, o quinto andar da unidade hospitalar teria sido transformado em uma área de circulação controlada, com restrições de acesso. Em resposta, a Sesacre contestou a informação e afirmou que não existe qualquer medida de isolamento destinada exclusivamente a Francisco Valadares Neto.“A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) esclarece que não procede a informação de que o quinto andar do Pronto-Socorro de Rio Branco tenha sido isolado para proteger um paciente específico”, informou a pasta.
Na nota, assinada pelo secretário estadual de Saúde do Acre, José Bestene, a pasta afirma que as medidas de segurança adotadas no hospital fazem parte dos procedimentos de proteção de todas as pessoas que circulam pela unidade.“Não há isolamento especial ou tratamento diferenciado. As medidas de segurança da unidade visam proteger pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde”, destacou.
A secretaria não detalhou quais protocolos de segurança estão sendo utilizados no quinto andar, nem informou se houve alterações recentes nas regras de acesso ao setor.
O órgão de saúde também ressaltou que as informações sobre o estado de saúde dos pacientes são protegidas por sigilo médico, independentemente da situação pessoal ou jurídica de cada um.“A Sesacre reforça que o sigilo das informações médicas é um direito de todos os pacientes, sem distinção”, acrescentou.
Francisco Valadares Neto permanece internado no Pronto-Socorro de Rio Branco e é apontado como principal suspeito da morte da médica Elyne de Assis Nogueira, caso que provocou repercussão no Acre e nacionalmente.
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