Campo Grande News
Caminhonete é retirada do Rio Ivinhema, mas homem continua desaparecido
Caminhonete ocupada pelo casal que desapareceu ao entrar no Rio Ivinhema, em Angélica, a cerca de 280 quilômetros de Campo Grande, foi retirada da água na manhã deste sábado (7). Conforme apurado pela reportagem, o Corpo de Bombeiros investigava a possibilidade de o corpo de João Luiz dos Santos, de 56 anos, estar preso embaixo do veículo. No entanto, o homem continua desaparecido desde o dia 1º, quando ocorreu o acidente. Segundo os militares, foram utilizados dois tratores para retirar a Chevrolet S10 da água. Ao Campo Grande News , o major Rodrigo Bueno, que comanda a operação no Rio Ivinhema, contou que as buscas devem percorrer cerca de 200 quilômetros de extensão do rio. "Vamos até a foz do Rio Paraná em busca do corpo. Como o rio está bem alto, há possibilidade de que ele esteja bem longe. Vamos seguir nas buscas", disse. O acidente aconteceu na noite do dia 1º, quando João Luiz e Estela Thomazetto, de 48 anos, entraram no Rio Ivinhema por uma rampa destinada a embarcações. O momento foi registrado por câmeras de segurança. Moradores que estavam nas proximidades viram quando a caminhonete entrou na água. Na gravação, é possível ouvir Estela pedindo socorro. Poucos segundos depois, o veículo desaparece no rio. O Corpo de Bombeiros foi acionado ainda naquele domingo, mas nada foi encontrado. As buscas foram retomadas na segunda-feira (2), quando o corpo de Estela foi localizado dentro da caminhonete, a cerca de 6 metros de profundidade. O veículo estava com uma das portas abertas, indicando que João Luiz conseguiu sair. No entanto, após seis dias de buscas, ele continua desaparecido. Segundo o delegado responsável pelo caso, Gustavo Oliveira, as hipóteses de feminicídio e suicídio foram descartadas inicialmente. "Trata-se de um acidente, uma fatalidade. Não há qualquer indício de feminicídio ou suicídio", afirmou na última terça-feira (3). O delegado também explicou que o casal não conhecia a região, onde fica um condomínio fechado, e não morava nas proximidades. Além disso, há trechos das estradas da área em que a água chega à altura das rodas de veículos altos. Por isso, segundo ele, os dois podem ter acreditado que estavam atravessando apenas um trecho alagado. A análise das imagens também contribuiu para a conclusão inicial do delegado de que não houve feminicídio. Ele destacou que o comportamento de Estela, sentada no banco do passageiro, não indicava uma situação de violência. "Não havia ninguém a segurando, tampouco estava agitada ou havia qualquer outro elemento que sugerisse estar em uma discussão ou sendo levada à força", explicou Gustavo.
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