POLÍTICA Em meio a escândalos, ministros do STF tentam manter aliado no Senado
Em meio às revelações envolvendo o extinto Banco Master e às suspeitas que atingem ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), integrantes da Corte articulam nos bastidores a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado em fevereiro de 2027.
A movimentação busca evitar que a próxima composição da Casa, marcada pela maioria conservadora, dê andamento a pedidos de impeachment contra ministros.
Tudo sobre Política em primeira mão!Segundo informações do portal UOL, a articulação ganhou força nas últimas semanas e um dos principais elos desse movimento é a relação próxima entre Alcolumbre e o ministro Alexandre de Moraes, que já atuou como interlocutor em momentos de crise entre o senador e o governo Lula (PT).
Um dos episódios recentes ocorreu após o rompimento entre Alcolumbre e Lula, provocado pela rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF, em abril.
Na ocasião, Moraes trabalhou para reaproximar o senador e o presidente da República e reduzir o desgaste na relação entre o Planalto e o Congresso.
A permanência de Alcolumbre no comando da Casa é vista pelos magistrados como uma forma de preservar um aliado.
Escândalos de corrupção atingem em cheio a Suprema Corte
Moraes está no centro de uma das frentes mais delicadas relacionadas ao Banco Master. Uma análise do celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro identificou 316 registros de interação entre os dois nos dois meses anteriores à prisão de Vorcaro, em novembro de 2025.
O banqueiro também contratou, por quase R$ 130 milhões, o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, para prestar serviços jurídicos ao banco. Moraes nega irregularidades.
Outro ministro que passou a enfrentar questionamentos foi Dias Toffoli, após a divulgação de vínculos empresariais entre fundos ligados ao Banco Master e empresas de familiares do magistrado.
Um desses fundos teve participação na Tayayá Administração e Participações, empresa ligada ao resort que pertenceu a familiares de Toffoli. Em meio à repercussão das revelações, o ministro deixou a relatoria do caso.
Kassio Nunes Marques também aparece entre os nomes citados em mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro.
As conversas mencionam um contrato de honorários de R$ 427 milhões associado à chamada "Turma do KN", expressão usada para se referir a pessoas apontadas como próximas ao ministro. O acordo previa pagamentos condicionados a resultados favoráveis em ações de interesse do Master relacionadas a precatórios.
Ver nota original ↗
¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?
