Mutirão do Complexo Hospitalar da UFC atende mais de mil pacientes em Fortaleza
Maternidade-Escola focou no público feminino, realizando exames de mamografia, ultrassonografias mamária, obstétrica e transvaginal, e a colocação do Implanon
Por Gabriele Félix
Notícia
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Publicado às 14:31, 07/11/2026
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Resumo
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Mais de 1,2 mil procedimentos foram agendados no mutirão realizado neste sábado, 7, pelo Complexo Hospitalar da UFC, com consultas, exames e cirurgias no HUWC e na Meac, em Fortaleza.
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A programação incluiu mais de mil exames, 80 consultas médicas e 14 cirurgias, além de procedimentos como inserção de Implanon, mamografias, ressonâncias, tomografias, colonoscopias e endoscopias.
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A mobilização envolveu cerca de 250 profissionais e colaboradores nas duas unidades. A iniciativa integra uma ação nacional que prevê mais de 49 mil procedimentos em 46 hospitais universitários.
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A Maternidade-Escola concentrou atendimentos voltados à saúde feminina, com cerca de 200 a 250 procedimentos agendados.
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A gestão pretende realizar de três a quatro mutirões por ano para reduzir as filas de espera. Somadas as três edições de 2026, o complexo estima ter atendido quase 4 mil pessoas.
O Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (UFC) participou da 3ª edição de 2026 do mutirão nacional HU Brasil em Ação. A iniciativa promoveu mais de mil exames, 80 consultas médicas e 14 procedimentos cirúrgicos, na manhã deste sábado, 7, nas duas unidades que integram o complexo, localizadas no bairro Rodolfo Teófilo, em Fortaleza.
A ação contemplou pacientes agendados previamente, por meio da regulação e da fila de espera, tanto no Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) quanto na Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (Meac).
A programação nacional contou com mais de 2 mil profissionais de diferentes especialidades médicas e áreas multiprofissionais, conforme explicou o coordenador-geral de Contratualização Hospitalar do HU Brasil, do Ministério da Educação (MEC), Fábio Landim.
“Hoje nós temos a programação de mais de 49 mil procedimentos distribuídos entre consultas, exames e cirurgias. Todos os procedimentos em alguma especialidade de pacientes que são identificados prioritariamente dentre aqueles que estão com mais tempo de fila, aguardando por mais tempo o acesso para a realização dos seus procedimentos”, detalha.
Segundo o coordenador, a ação ocorre simultaneamente em outras 45 unidades hospitalares espalhadas em 25 unidades federativas do Brasil.
Para além da assistência em Saúde, o projeto contempla ações de ensino, pesquisa e extensão, que também fazem parte da característica desses hospitais, que funcionam como “campo de prática”. “É indissociável a presença não apenas dos profissionais de saúde, como também dos estudantes, graduandos e residentes, pós-graduandos”, detalha.
Os atendimentos durante o mutirão incluem serviços em oftalmologia, otorrinolaringologia, nutrição e gastroenterologia, além de cirurgias, inserção de implanon, diagnóstico por imagem e análises laboratoriais.
A superintendente do Complexo Hospitalar da UFC, Josenília Gomes, destaca que a iniciativa mobilizou as duas unidades hospitalares para a realização de aproximadamente 1,2 mil procedimentos agendados, envolvendo aproximadamente 250 profissionais e colaboradores.
Na Maternidade-Escola, foram concentrados os atendimentos ambulatoriais, exames de imagem, como a mamografia, e inserção do contraceptivo Implanon. No hospital geral, foram realizadas cirurgias e exames de alta complexidade, incluindo ressonância magnética, tomografia, colonoscopia e endoscopia.
Segundo ela, a meta é manter o ritmo de realização de três a quatro mutirões por ano, com o objetivo de reduzir as filas consideradas mais críticas.
“Um mutirão sozinho não vai ter um impacto muito grande, mas quando a gente torna a iniciativa regular e repete essa iniciativa, ao final do ano, aí você tem que, se a gente juntar tudo que a gente fez ao longo desses desses três mutirões, foram atendidas aí quase 4 mil pessoas”, estima.
Maternidade-Escola concentra atendimentos voltados ao público jovem e feminino
A Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (Meac) concentrou os serviços voltados ao público feminino. De acordo com a chefe da divisão médica da Meac, Zenilda Bruno, os atendimentos realizados no local incluíram os exames de mamografia, ultrassonografias mamária, obstétrica e transvaginal, e a colocação do implante subdérmico contraceptivo, o Implanon.
“No mutirão, a gente abriu para a Secretaria da Saúde, para que eles pudessem mandar pacientes de qualquer idade que quisessem colocar o Implanon. Logicamente que a gente dá preferência às adolescentes. Porque é uma população mais vulnerável e que tem menor hábito de tomar a pílula todo dia, esquece mais. Com o implante, como é uma anticoncepção de longa duração, ele hoje tá durando cinco anos, ela fica mais tranquila durante esse período”, explica.
Conforme a gestora, foram agendados cerca de 200 a 250 atendimentos na Maternidade-Escola durante o 3º mutirão. Somados às demais edições de 2026, a unidade hospitalar ultrapassou a marca de mil procedimentos realizados no local.
A estudante Sara Vitória, 17, compareceu ao mutirão para realizar a colocação do Implanon. Segundo ela, a escolha foi motivada pela recomendação de amigas e pela conscientização sobre a importância de utilizar um método preventivo seguro para evitar a gravidez indesejada na juventude.
Sara disse que a aplicação foi tranquila. A jovem descreveu o incômodo apenas como uma leve picada, acompanhada de uma breve ardência no início, comparando a sensação à colocação de um piercing no nariz.
“Eu acho que deve ser um pouco mais saudável, deve ser melhor. E as pessoas não vão engravidar loucamente por aí, deixar várias crianças sofrendo, essas coisas. É melhor colocar. É grátis, não é? Não precisa pagar, então é bom”, avalia.
Dorileia Teixeira, 40, trabalha na recepção da Meac e soube da iniciativa por meio das redes sociais do hospital. Após tomar conhecimento da aplicação do Implanon, a recepcionista procurou mais detalhes com a equipe e incluiu seu nome na lista para o procedimento.
Para ela, o mutirão conseguiu promover em tempo recorde um procedimento que ela aguardava há mais de dois anos na fila de espera do posto de saúde. “É muito importante, viu? Porque muita coisa que a pessoa está esperando há tempo, aí consegue em um dia, e com um atendimento assim excelente”, descreve.
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