Papa elogia mate e convoca os milhares de fiéis uruguaios a difundir a fé
Mais de 30 mil pessoas, incluindo fiéis da Argentina e do Brasil, se registraram para acompanhar a missa. Apenas 35% da população uruguaia se declara católica, segundo pesquisa de 2026
Por AFP
Notícia
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Atualizado às 14:03, 07/11/2026 | Publicado às 11:31, 07/11/2026
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Resumo
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Em sua primeira missa no Uruguai, país mais laico da América Latina, o Papa Leão XIV elogiou o mate e pediu para que os fiéis "construam pontes" e transmitam a alegria da fé. Mais de 40 mil pessoas acompanharam a celebração em Paysandú.
O papa Leão XIV elogiou neste sábado, 7, o mate, a infusão adorada pelos uruguaios, e na cidade de Paysandú, às margens do rio Uruguai, pediu que se "construam pontes" e se "transmita a alegria da fé", durante sua primeira missa no Uruguai, o país mais laico da América Latina.
O pontífice chegou ao Uruguai na sexta-feira, 6, em sua primeira viagem à América do Sul, onde também deverá passar por Argentina e Peru, onde atuou como missionário.
Mais de 30 mil pessoas, incluindo fiéis que vieram da Argentina e do Brasil, se registraram para acompanhar a missa no Parque París Londres, na extremidade sul de Paysandú.
Leão XIV falou sobre três símbolos da região "que podem nos ajudar a refletir sobre o tesouro da fé".
"O primeiro é a ponte, o segundo são os palmeirais e o terceiro é o mate", disse Leão XIV no parque París Londres. Paysandú fica no noroeste uruguaio, separada da cidade argentina de Colón por uma ponte de dois quilômetros sobre o rio Uruguai.
O pontífice conclamou os presentes a "construir pontes, estreitar laços, unir, comunicar" e a transmitir a fé "às futuras gerações com coragem criativa", diante de uma multidão de 40 mil pessoas, segundo autoridades locais.
Apenas 35% da população uruguaia se declara católica, segundo uma pesquisa de 2026 do Latinobarómetro, o que coloca o Uruguai na posição mais baixa da região. Paraguai e México lideram a lista, com 82% e 69% de católicos, respectivamente.
"Precisamos estar bem preparados para dar razões de nossa fé a todos que nos peçam, e não nos deixar levar por qualquer tipo de doutrina estranha", pediu Leão XIV aos fiéis que, ignorando a garoa da madrugada, instalaram-se neste sábado nublado no parque, com cadeiras de praia, capas de chuva e chá mate.
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O mate "nos ensina a compartilhar e a estar juntos, a estreitar os laços que nos unem e nos tornam irmãos", disse o papa. "É um sinal de integração, de acolhimento e de valores comuns."
"O mate chegou até Roma!", exclamou, arrancando risadas da multidão.
"É uma experiência única, difícil de explicar; é um sentimento muito bonito. E, se chover, aqui estamos nós", disse Adela Giles, de 56 anos, que viajou 50 quilômetros para ver o papa, acompanhada de sua mãe, de 81 anos.
Colada às grades para ver o papamóvel passar, Alicia Arauco agitava, entusiasmada, uma bandeira argentina. Ela veio de Concordia e passou a noite no parque. "Vim a Salto quando João Paulo II esteve aqui (em 1988). Eu tinha 21 anos. Agora trouxe meu filho, que também tem 21 anos", contou.
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