SAÚDE Covid-19: pelo menos 5 estados registram aumento de casos graves
Análise de coleta para identificação de Covid-19 (Foto: Andre Rego Barros/Prefeitura do Recife)
O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil aumentou ao longo dos meses de setembro e outubro, incluindo casos causados por quadros graves de infecção por Covid-19. Os dados são da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
De acordo com o último Boletim InfoGripe, há sinais de aumento do número de casos graves de Covid-19 em pelo menos cinco unidades da Federação: Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
“No entanto, nas quatro últimas unidades da Federação, a incidência de SRAG por Covid-19 permanece em níveis muito baixos”, destacou o documento.
Três estados, entretanto, apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Roraima, Sergipe e Santa Catarina.
A Fiocruz observa ainda que duas das 27 capitais registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju e João Pessoa.
Dados epidemiológicos
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, entre os casos positivos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a proporção de resultados para cada agente viral foi de 4,2% para Influenza A; 4,7% para Influenza B; 10,1% para vírus sincicial respiratório; 50,1% para rinovírus; e 8,5% para Covid-19.
Entre os óbitos confirmados para infecção viral no mesmo período, a distribuição foi de 1,3% para Influenza A; 12,7% para Influenza B; 3,8% para vírus sincicial respiratório; 43% para rinovírus; e 24,1% para Covid-19.
Ao longo de 2026, o país notificou 171.369 casos da síndrome, dos quais 91.420 (53,3%) tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório, 62.823 (36,7%) testaram negativo e ao menos 7.457 (4,4%) seguiam aguardando resultado dos exames.
Incidência e mortalidade
O levantamento do InfoGripe mostra que a incidência e a mortalidade semanal médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias.
Enquanto a incidência das complicações respiratórias é mais elevada em crianças de até 2 anos de idade, no indicador de mortalidade observa-se o oposto: a população com 65 anos ou mais é a mais impactada.
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