Golpistas usam inteligência artificial para biometria facial e aplicar fraudes
A biometria facial, cada vez mais utilizada para proteger acessos a contas e serviços digitais, também se tornou alvo de criminosos que usam fotos roubadas, vídeos manipulados, sósias e identidades fictícias para driblar os sistemas de reconhecimento.
Segundo Anderson Leite, pesquisador sênior de segurança da Kaspersky, os ataques têm dois alvos principais: instituições financeiras e cidadãos comuns. No primeiro caso, quadrilhas tentam burlar a identificação facial para abrir contas bancárias em nome de terceiros, os chamados “laranjas”.
Já contra os consumidores, os criminosos utilizam imagens e vozes clonadas de autoridades e familiares para aplicar golpes. Entre as fraudes estão falsas ofertas de investimentos e mensagens pelo WhatsApp com pedidos urgentes de transferência de dinheiro, simulando situações envolvendo parentes.
O objetivo, segundo o especialista, é obter dinheiro rapidamente por meio de extorsão, fraudes bancárias e roubo de identidade.
O avanço dessas técnicas aumenta os desafios da segurança digital e exige atenção redobrada dos usuários, especialmente diante de vídeos, áudios e solicitações financeiras que aparentam ser legítimos.
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