MidiaNews
07/11/2026 19:30

Yasmin Silva/MidiaNews LULA 4.0; VÍDEOS "O povo ainda cai nessa lábia dele; serão quatro anos terríveis" 0

O deputado estadual reeleito Gilberto Cattani (PL) prevê “quatro anos terríveis” com a reeleição presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que iniciará seu quarto mandato no Palácio do Planalto.

Temos três mandatos de experiência do Lula que nos provam que serão quatro anos terríveis

“Gostaria que fosse o melhor governo do mundo, mas, infelizmente, temos três mandatos de experiência do Lula que nos provam que serão quatro anos terríveis", disse em entrevista ao MidiaNews.Para o bolsonarista, Lula ganhou as eleições porque a população continua acreditando em promessas repetidas desde a primeira eleição em 2002, em especial ao combate à fome. “Ele fala isso desde o primeiro mandato. O povo ainda cai nessa lábia que ele destila tão bem. Fico desolado”, afirmou.
 

Para Mato Grosso, o deputado avalia que a produção agrícola ainda oferece uma margem de resistência às dificuldades econômicas, mas diz que a Gestão Lula coloca o País “à beira de um colapso fiscal, de um colapso econômico”. 

Na entrevista, Cattani também anunciou que pretende deixar a Assembleia Legislativa em 2030 para buscar uma vaga no Senado, reafirmou sua fidelidade a Jair Bolsonaro e defendeu a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos após sua derrota no segundo turno das eleições. “Não foi uma fuga. Ele foi resgatado”, afirmou.

Confira os principais trechos da entrevista (e o vídeo com a íntegra ao final da matéria):

MidiaNews - Nesta eleição, o senhor teve um crescimento de mais de 50% no número de votos. A que atribui esse resultado: ao bolsonarismo, ao trabalho ou às duas coisas?

Gilberto Cattani - Devo o meu mandato ao presidente Bolsonaro. Se não fosse Bolsonaro ter aparecido no Brasil, a direita estaria adormecida. Antes do Bolsonaro, a gente nem sabia o que era direita ou esquerda.

Com a vinda do Bolsonaro e os ensinamentos do professor Olavo de Carvalho, aprendemos o que é, de fato, uma ideologia política, que até então nenhum dos brasileiros tinha. Com isso, também resolvi fazer política da maneira correta, ensinada por eles, e entrei na Assembleia.

Devo o meu mandato ao presidente Bolsonaro. Se não fosse Bolsonaro ter aparecido no Brasil, a direita estaria adormecida

Antes dessa votação de 44 mil votos, tive 11 mil votos na primeira vez em que fui candidato, em 2018. Depois, com a perda do Silvio Fávero, entrei na Assembleia. Na outra eleição, fui a 44 mil votos, quatro vezes mais. Sempre disse que isso é fruto do trabalho que prestamos na Assembleia.

A identidade de direita que temos com o povo mato-grossense também ajuda, mas o trabalho que prestamos na Assembleia foi significativo. Agora, nesse pleito, fizemos 69 mil, quase 70 mil votos. É uma votação expressiva. Poucos deputados na história de Mato Grosso tiveram esse número de votos. Fui o terceiro mais votado do Estado para a Assembleia Legislativa.

Isso é muito expressivo para mim, que sou um assentado da reforma agrária, um pequeno produtor, uma pessoa que veio da roça... Isso se deve, sim, ao Bolsonaro ter nos alertado, nos ensinado e mostrado os valores que sempre estiveram dentro de nós, mas que ficaram expressos depois que ele apareceu, e também ao trabalho em defesa desses valores que fizemos dentro da Assembleia. Acho que isso levou a população a nos reconhecer.

MidiaNews - Essa campanha foi um pouco diferente, especialmente nas disputas majoritárias: menos rua e mais redes sociais, com a presença das bases em aplicativos como o WhatsApp. O senhor teve mais presença nas ruas ou também focou nas mídias sociais?

Gilberto Cattani - Focamos muito nas mídias sociais. Fomos às ruas também, mas a campanha foi bem atípica. Uma reunião política com 50 pessoas já é uma grande reunião. A gente ia a reuniões que tinham oito pessoas, seis pessoas.

Agora, quando faço um vídeo no meio das minhas vaquinhas, tirando leite e falando de política, consigo 20 mil, 30 mil visualizações. Quando consegue reunir esse público para falar de política? É muito difícil.

Além das visualizações na internet, você tem a interação das pessoas. Elas respondem, fazem comentários, opinam, criticam, e tudo isso é válido. 

A política também enxergou as redes sociais... Porque até 2018 elas eram inexistentes e foram elas que deram a visibilidade de que Bolsonaro precisou para ser presidente da República. Agora, chegou um ponto em que todo político percebeu que, sem as redes sociais, não faz campanha. Como eles se envolveram com as redes sociais, diminuiu o movimento de rua.

MidiaNews - Para o senhor, isso barateia ou encarece a campanha? Porque é preciso impulsionar o conteúdo e pagar essas empresas.

Gilberto Cattani - É muito complicado. Antigamente, barateou muito. Na minha campanha em 2018, quando fiz 11 mil votos, o custo foi praticamente irrisório. Inclusive, houve uma contestação do Tribunal Eleitoral sobre como consegui 11 mil votos gastando R$ 8 mil.

Eu fazia um vídeo e, em uma semana, ele dava um milhão de visualizações, porque não tinha esse negócio de o algoritmo restringir o público. Você fazia um vídeo e colocava no YouTube, por exemplo, e ia para todo mundo. Na época, nem tinha o Instagram, era Facebook. Você colocava um vídeo lá e todo mundo via, curtia, comentava. Rapidinho, tinha um monte de visualizações. Hoje, não. Hoje ficou restrito.

Yasmin Silva/MidiaNews

Gilberto Cattani

O deputado estadual Gilberto Cattani, que pleiteia a vice-presidência da Assembleia Legislativa para o próximo biênio

Agora houve uma inovação: em campanha eleitoral, as mídias sociais não entregam mais o seu conteúdo da mesma forma. Se eu fizer um vídeo fora do período eleitoral, ele anda dentro das redes sociais. No período eleitoral, não. Ele é restrito para os candidatos. Você tem que pagar para ele ser entregue.

No passado foi barato; agora está ficando caro, e cada vez mais caro. Vi até uma matéria sobre candidatos a senador e governador que gastaram milhões com as redes. Não está tão barato, não. 

MidiaNews - Essa votação expressiva o credencia a pleitear a vice-presidência da Assembleia Legislativa? Como estão as articulações e as conversas com seus colegas?

Gilberto Cattani - Eu até gostaria que o número de votos que a população depositou em cada parlamentar tivesse um valor, mas, infelizmente, no mundo político não tem valor nenhum. O que vale na Assembleia Legislativa é o voto dos deputados e o apoio deles a uma chapa. 

Sempre tenho dito: se fosse o povo que votasse, eu me candidataria inclusive a presidente, porque iria disputar só com dois que tiveram mais votos do que eu [Max Russi e Lúdio Cabral]. Mas não é isso. Quem vota são os deputados. Isso depende muito das articulações, das composições e das conversas.

MidiaNews - E de acordos?

Coloquei meu nome na disputa, na chapa do Max Russi, que será candidato à presidência. O Max me aceitou na chapa e estamos juntos nesse pleito

Gilberto Cattani – E de acordos, mas não falo de acordos para benefícios próprios. Nunca quis isso e não quero. Quero um acordo para que eu possa colocar meu nome em evidência, porque tenho alguns projetos de estar em uma esfera federal um dia e dependo desse cargo para poder realizá-los. Há muita coisa que a gente quer fazer e não pode como deputado estadual.

Meu sonho é esse. Inclusive, essa é a minha última estadia na Assembleia Legislativa. A partir de 2030, quero ir para a esfera federal realizar esses projetos.

Falando da Mesa Diretora, a gente precisa compor. Há dois anos, fizemos a composição de uma chapa em que Max Russi era o candidato a presidente. Foi decidido que o Doutor João seria o primeiro secretário e que eu seria o vice-presidente. Mas houve um embate com Júlio Campos. Acabei recuando; ele ficou como primeiro vice-presidente e eu, como segundo vice-presidente.

Houve um acordo de que, nesta eleição, eu subiria um degrau e seria o primeiro vice-presidente da Casa. Isso foi há dois anos. Coloquei meu nome na disputa, na chapa do Max Russi, que será candidato à presidência. O Max me aceitou na chapa e estamos juntos nesse pleito.

Há uma guerra pela primeira secretaria, mas não me envolvo nela porque estou pleiteando o meu lugar. Meu colega Faissal Calil está arrotando por aí que estou atrapalhando ele, mas o meu combinado com todos eles, há dois anos, foi que seria dessa maneira.

MidiaNews - O que ganhou destaque no noticiário nesta semana foi o convite de Faissal para que o senhor deixasse o PL por causa dessa vaga.

Gilberto Cattani - Estou esperando a expulsão, inclusive. Ele, logicamente, é muito mais poderoso do que eu, muito mais articulador, tem mais voz ativa do que eu.

MidiaNews - Mesmo tendo chegado depois ao PL e tendo menos votos que o senhor?

Gilberto Cattani - Como eu disse: lá dentro nada disso vale. Isso vale para o público, para as pessoas, para que você possa representá-las na Assembleia. O voto tem um valor inestimável, mas, no mundo político, não é isso que vale.

Não vou sair do PL. Estou esperando a expulsão. Que ele me expulse de lá

Ele mesmo foi à mídia e disse que está me convidando para sair do partido. Não vou sair. Estou esperando a expulsão. Que ele me expulse de lá. Essa é a questão.

Não estou contra o Faissal, nunca estive. Na verdade, ele coloca o nome dele e, automaticamente, eu tenho que retirar o meu? Não vou fazer. Quem está indo contra aquilo que foi combinado é ele, não sou eu.

MidiaNews - Como fica essa construção? Acha que Max Russi tem que entrar nisso e decidir?

Gilberto Cattani - Tenho certeza. A chapa é do Max, ele é o cabeça de chapa. Me convidou para ser o vice e serei. É ele quem decide isso. Se o Faissal conseguir ser o primeiro secretário na chapa do Max, por mim, tudo bem.

MidiaNews - Esse não é o primeiro entrave público com o PL que envolve seu nome neste ano. O senhor também trocou farpas com o ex-prefeito Alcino Barcellos. O que está acontecendo no partido para haver tanto atrito?

Quando Bolsonaro levou uma facada, estava escrito na camiseta dele: “Meu partido é o Brasil”. O meu também. Defendo valores, não uma sigla partidária

Gilberto Cattani - Com o Alcino foi mais em tom de brincadeira, mas as pessoas levaram para o outro lado e tudo bem. Não tenho nada contra ele, nem ele contra mim. A questão da campanha ocorreu de forma normal, não vejo problema nenhum. Eu e o Alcino, inclusive, temos uma disputa: temos que tirar leite na mão para ver quem ganha de quem. 

A questão partidária é a seguinte: quando Bolsonaro levou uma facada, estava escrito na camiseta dele: “Meu partido é o Brasil”. O meu também. Esse é o meu partido, é o que defendo. Defendo valores, não uma sigla partidária.

MidiaNews - Faissal diz que, ao apoiar Max, o senhor também apoia Doutor João para a primeira secretaria e, assim, vai contra o PL, que tem uma rixa com o MDB...

Gilberto Cattani - O Faissal vai apoiar quem para presidente? O Max é do PL? Então, ele também vai para o Podemos? Segundo o que ele mesmo colocou. Se está apoiando o Max, que é de outro partido, também vai ter que ir para outro partido?

MidiaNews - Mas, em tese, o Podemos não tem esse atrito grande com o PL, como tem o MDB.

Gilberto Cattani - Não é um atrito com o PL, não tem nada a ver com o PL. Tem a ver com as pessoas. Ali dentro, inclusive, vai ter gente do PT na chapa. Tem dois deputados do PT, não vão estar na chapa também? E aí ele vai para o PT, então?

O que ele colocou são palavras vazias, só para tentar me ofender ou me agredir, coisa que ele não vai conseguir nunca. Gosto do Faissal. Ele não vai conseguir me agredir.

MidiaNews - Talvez ainda haja mais rusgas até fevereiro, mas, passado isso, o PL pode sair unido?

Yasmin Silva/MidiaNews

Gilberto Cattani

O deputado Cattani diz, mesmo sendo o mais votado da sigla para a AL, que não possui cadeira em nenhum diretório do PL em Mato Grosso

Gilberto Cattani - Sempre disse que não falo em nome do partido. Eu defendo o partido e suas ideias, mas não opino dentro dele. Sou deputado estadual já no segundo mandato e nunca tive um cargo no partido. Não sou nem vogal. Não tenho voz ativa para nada dentro do PL. Nos diretórios do PL no Estado em que eu havia colocado aliados bolsonaristas, todos esses aliados foram retirados antes da campanha. Nunca tive força no partido e nem reclamei por causa disso. Se querem fazer, não tem problema nenhum.

Para mim, não vai ter diferença: o partido vai continuar sendo o meu partido. Enquanto Bolsonaro estiver lá, também estarei. É o nosso partido e respeitamos tudo.

Agora, você pode perdoar uma pessoa ou voltar a conversar com ela. Mas voltar achando que está tudo normal seria burrice da minha parte. Comigo é uma vez só! Se a pessoa acha que não sirvo para ter uma comunhão com ela, nunca mais vai ter essa comunhão.

MidiaNews - O senhor acha que essa eleição de 2026 dividiu o PL em dois?

Gilberto Cattani - Não. O PL é uma coisa, a direita é outra. Quando se fala sobre a direita, acho que não dividiu em nada. O que aconteceu dentro do PL nessa eleição foi que alguns membros se uniram a pessoas que a direita não aceita. Em Mato Grosso, um Estado totalmente direitista, as pessoas não aceitaram e essa ala ficou separada.

MidiaNews - O senhor se refere a Wellington Fagundes?

Yasmin Silva/MidiaNews

Gilberto Cattani e Wellington Fagundes

O deputado Gilberto Cattani disse que tentou alertar o senador Wellington Fagundes sobre risco de perder apoio de prefeitos devido aliança aliança com MDB: "A gente tentou avisá-lo de todas as maneiras"

Gilberto Cattani - Com a Janaina e com o MDB. Nessa parte, o Faissal tem toda a razão. Por exemplo, o MDB foi o maior adversário do PL nas eleições de 2024. Em Rondonópolis, em Cuiabá, em Várzea Grande, em Primavera do Leste.

O MDB era o maior adversário do PL no Estado. Não pode, de uma noite para o dia, achar que está tudo bem. Essas figuras, como Abilio, Flávia e Sérgio Machnic, não iam aceitar isso nunca.

Logicamente, uma vez que o senador se uniu ao MDB, perderia esses apoios. Isso é uma coisa clara. A gente tentou avisá-lo de todas as maneiras, mas, infelizmente, foi o que aconteceu.

MidiaNews - Quando perguntei sobre a construção da Mesa e a vice-presidência, o senhor disse que tem um sonho um pouco mais alto para 2030. Faissal falou que o senhor tem dito que quer ser senador. É isso mesmo ou ainda é uma construção?

Gilberto Cattani - Sempre vai ser uma construção, porque primeiro depende de Deus querer que eu seja. Se Deus quiser, ninguém vai conseguir impedir. Primeiro, a gente vai acertar com Deus essa questão e, depois, com o povo. São os dois com quem buscamos esse acerto.

O presidente Bolsonaro já havia cogitado meu nome uma vez, e Eduardo Bolsonaro também havia falado disso algumas vezes. E, se eu tiver a oportunidade — capacidade sei que tenho —, a gente vai tocar esse projeto em frente.

MidiaNews - E a questão de Wellington Fagundes? A tendência é que ele dispute a reeleição.

Gilberto Cattani - Não sei. Não conversei com o senador Wellington ainda, não sei qual é a intenção dele. Sei da minha. A minha é essa.

MidiaNews - Se for necessário, se for da escolha de Bolsonaro, o senhor troca de partido, por exemplo?

Gilberto Cattani - Se for da escolha de Bolsonaro, sim.

MidiaNews - E vai para onde?

Gilberto Cattani - Não sei. Temos quatro anos pela frente. Estou falando de um sonho que tenho e, se ele se concretizar nesses quatro anos, tudo bem.

MidiaNews - Nessa construção da Mesa, normalmente, há uma troca de cargos. Como vice, o senhor também pode ir para a primeira secretaria, já que Max não pode mais ser presidente. Vislumbra algum desses cargos em 2028?

Victor Ostetti/MidiaNews

Max Russi e Gilberto Cattani

"Se eu quero pensar em algum cargo em 2030, tem que ter o nome em evidência", disse Cattani que pleiteia a vice-presidência na chapa com Max Russi

Gilberto Cattani - Se eu quero pensar em algum cargo em 2030, tem que ter o nome em evidência. Hoje, politicamente falando, temos algumas figuras muito poderosas no Estado. Uma delas é o próprio Max Russi, presidente da Assembleia Legislativa.

Não é poderoso no sentido de se arvorar ou de encher o ego, mas no sentido político. Todos os prefeitos tratam com ele, todos os vereadores tratam com ele. Todo o povo de Mato Grosso trata com ele de algumas pautas. Ele tem o poder de pautar ou não isso dentro da Assembleia. É um poder muito grande.

Ele também define os orçamentos do Estado, pode “manipular” esses orçamentos, inclusive os de outros Poderes, como o Judiciário. Criar cargos no Judiciário, por exemplo, depende da Assembleia Legislativa, representada por seu presidente.

Se eu conseguir estar como vice-presidente junto com o Max, em alguma oportunidade em que ele precise viajar ou se ausentar, posso assumir como presidente. Isso coloca um peso nas minhas costas que todo o Estado de Mato Grosso verá, para que, no futuro, a gente possa ser visto e pleitear um cargo maior.

Falo tudo isso porque não sou um grande empresário. Minha mulher vende queijo, é só o que temos. Não sou um grande produtor rural, não tenho uma fazenda. Sou um assentado da reforma agrária. Meu lote tem 40 hectares de pasto. Não tenho condições financeiras de bancar uma campanha.

Não sou um artista de televisão para ter uma mídia gratuita, uma fama gratuita. Nas mídias sociais, tenho uma expressão, mas é pequenininha. O prefeito de Cuiabá, Abilio, tem quase dez vezes mais do que eu. Essas coisas me colocam em uma situação em que dependo de ter um cargo maior para ser mais visto no Estado, para que as pessoas me conheçam. Só preciso que as pessoas me conheçam mais. Acredito que isso vai me dar essa visibilidade.

MidiaNews - Quais são as pautas da esfera federal que o senhor defende e não consegue emplacar na estadual?

Gilberto Cattani - Temos 550 assentamentos em Mato Grosso, com mais de 100 mil famílias. São meus irmãos que, assim como eu, moram em um assentamento da reforma agrária, assinaram um contrato com o Governo Federal, e esse contrato diz que, no décimo ano, todos deveriam ter o título de propriedade.

Yasmin Silva/MidiaNews

Gilberto Cattani

O deputado Gilberto Cattani, que teceu críticas à medida que permitiu a dilação do prazo de votação no segundo turno

De Fernando Henrique para cá, o Governo Federal não fez isso. O único que fez foi Bolsonaro, mas não conseguiu porque a medida que editou para isso foi rejeitada pelo Congresso Nacional. Essas pessoas estão ao léu. 

MidiaNews - Nessa eleição, o bolsonarismo voltou a ganhar em Mato Grosso. Flávio venceu no Estado também. Ocorre que, no segundo turno, o crescimento de Lula foi maior. O que aconteceu?

Gilberto Cattani - Aconteceu que as urnas foram reabertas e pessoas sem biometria votaram depois das 17 horas. Aí cresceu mesmo a votação dele, não só em Mato Grosso, mas em todo o Brasil. [O TSE informa que houve autorização para estender a votação até as 19h em determinadas seções, situação diferente da alegação de reabertura das urnas]

MidiaNews - O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, criticou essa questão das urnas, dizendo que, para os bolsonaristas, somente no segundo turno elas não valeram. O senhor, então, não aceita a sua vitória nas urnas, por exemplo?

Gilberto Cattani - Como um bom canalha que é, Alcolumbre está fazendo aquilo que lhe é pertinente. No primeiro turno, ninguém reabriu as urnas. Ninguém pediu para deixá-las duas horas abertas depois que ninguém mais ia votar.

No primeiro turno, não houve pessoas indo votar em urnas onde não houve nenhum voto para Flávio Bolsonaro e um monte de votos para Lula. No primeiro turno, não houve essa reabertura das urnas, porque, na verdade, foi reabrir, não foi prolongar.

MidiaNews - Mas o TSE diz que não houve reabertura.

Não estou falando nada sobre o resultado da eleição, até porque não podemos contestar o resultado

Gilberto Cattani - Sim, assim como o Alcolumbre.

MidiaNews - É um órgão oficial, é a Justiça Eleitoral.

Gilberto Cattani - Sim, a nossa Justiça, que tem um homem preso na cadeia, como Daniel Silveira [ex-deputado federal], de quem agora acabou de sair um arquivamento dos inquéritos por falta de provas. Acabaram com a vida do cara, um parlamentar excepcional, que ficou preso por muito tempo, foi torturado na cadeia e, hoje, não há provas. Foi arquivado o processo dele por falta de provas. E a vida dele? É dessa mesma Justiça que você está falando.

MidiaNews - O senhor não reconhece a vitória de Lula?

Gilberto Cattani - Não estou falando nada sobre o resultado da eleição, até porque não podemos contestar o resultado. Não posso contestar. Estou trazendo fatos que aconteceram. 

MidiaNews - Vamos voltar a esse crescimento significativo dos votos de Lula, especialmente em Mato Grosso, que tem maioria bolsonarista. Que responsabilidade cabe às lideranças do Estado sobre isso?

Gilberto Cattani - Nenhuma. A culpa é, de fato, dessa reabertura das urnas.

MidiaNews - Não houve, então, falha nesses movimentos de ir mais para cima?

Gilberto Cattani - Claro que não. Nós fomos para cima. Não houve falha nenhuma. Fomos para cima. Sabemos que ninguém que votou no Flávio ia votar no Lula no segundo turno. Isso é um fato, qualquer um sabe disso.

Não é culpa ou responsabilidade das autoridades de Mato Grosso. Pessoas comuns fizeram isso. Gastaram seu dinheiro para fazer adesivos, para que Flávio fosse visto e estivesse em Mato Grosso. Pessoas comuns, da classe mais baixa à mais alta, deram seu dinheiro, dedicaram seu tempo para fazer campanha para Flávio. Não consigo acreditar que o cara votou no Flávio Bolsonaro no primeiro turno e no Lula no segundo.

MidiaNews - Qual é a sua perspectiva para o quarto Governo Lula?

Gilberto Cattani - Gostaria que fosse o melhor governo do mundo, mas, infelizmente, temos três mandatos de experiência do Lula, mais um e meio da Dilma e meio do Temer, que nos provam que serão quatro anos terríveis. Não porque eu queira ou torça contra, mas porque eles já provaram que são assim.

Agora estão dizendo que vamos colher o que eles plantaram a vida toda e que ele vai acabar com a fome no Brasil. Ele fala isso desde o primeiro mandato, está indo para o último e falando as mesmas coisas. O povo ainda cai nessa lábia que ele tão bem destila no nosso país. Fico desolado.

Mato Grosso, graças a Deus, tem um fôlego, uma gordura, mas ela já está sendo queimada. Temos uma gordura justamente devido à nossa grande produção agrícola

MidiaNews - E Mato Grosso?

Gilberto Cattani - Mato Grosso, graças a Deus, tem um fôlego, uma gordura, mas ela já está sendo queimada. Temos uma gordura justamente devido à nossa grande produção agrícola, aos nossos heróis do campo, que têm feito a diferença. Mato Grosso se diferencia de todos os Estados do País na sua pujança devido à produção rural.

O que eles mais atacam é justamente a produção rural. Estamos à beira de um colapso fiscal, de um colapso econômico no País. Tudo isso virá à tona. Estamos com R$ 11 trilhões em dívidas. Isso é impagável. O brasileiro está trabalhando para pagar juros para banco estrangeiro.

É muito evidente que vamos entrar em um período muito difícil. Quero engolir as minhas palavras. Não quero que isso seja verdade, gostaria muito que não fosse, mas, infelizmente, é. 

MidiaNews - Nessa questão do agro, o senhor acha que pode piorar? Lula afirma que os recursos do Plano Safra aumentaram e que houve mais investimentos e abertura de mercados.

Gilberto Cattani - O que é o Plano Safra? É dinheiro para emprestar. Vamos supor: você é uma grande fazendeira, eu sou o governo e vou te emprestar dinheiro a 17% de juros. Você consegue me pagar?

E tem que importar o insumo para plantar, da Rússia ou da China. Importamos cloreto de potássio. Somos dependentes da Rússia em cloreto de potássio. Sabe onde está a maior jazida de cloreto de potássio? Aqui no Brasil, dentro de uma reserva indígena. Ninguém pode botar a mão. É nosso, está ali. Ninguém, vírgula, porque há empresas do Canadá e também da China minerando nessa região.

MidiaNews - Então, o senhor também não tem um olhar otimista para a questão do agro com Lula?

Quando dizem que, pelo Plano Safra, o governo manda dinheiro para o agricultor, é mentira. Não manda nada

Gilberto Cattani - Se entrar na internet e pesquisar quantos agricultores estão entrando em recuperação judicial hoje, vai se assustar. Acho que, de seis meses para cá, o número de recuperações judiciais na agricultura só vem aumentando, mês a mês. A recuperação judicial dentro da agricultura.

O produtor rural não está comprando maquinário nem fazendo investimento. Isso é ruim demais. Temos um déficit de frota agrícola muito grande, que vai continuar e aumentar, porque ele não vai fazer uma dívida. 

MidiaNews - Estão colocando o pé no freio?

Gilberto Cattani - Uma colheitadeira hoje custa R$ 3 milhões, R$ 3,5 milhões, dependendo do modelo. O produtor precisa de sete ou oito, dependendo do tamanho da área. O investimento é gigantesco na agricultura. O cara não vai trocar a colheitadeira, vai consertar a velha. Não vai pegar um financiamento com os juros que estamos falando. Por isso, quando dizem que, pelo Plano Safra, o governo manda dinheiro para o agricultor, é mentira. Não manda nada. Não tem dinheiro.

Manda dinheiro para o MST. Lá dá dinheiro. Dá para o MST e para um monte de outros lugares, movimentos ideológicos em que acredita, mas, para o agro, não. Empresta, vende dinheiro a um custo muito caro, que muitas vezes não compensa para o agricultor.

MidiaNews - Por conta dessa vitória de Lula, houve algumas listas de boicote a comerciantes em Mato Grosso. O que acha disso? Não é prejudicial, principalmente para o mercado?

As pessoas que estão fazendo listas [de boicote] são pessoas comuns, que se sentiram fraudadas com o resultado

Gilberto Cattani - Teria que perguntar ao Haddad. Quem inventou essas listas foi ele. Na verdade, quem inventou foi Adolf Hitler. O Barranco falou isso na tribuna da Assembleia. O Haddad e a esquerda copiaram quando Bolsonaro ganhou e disseram que não comprariam nenhum fósforo em uma empresa que não fosse adepta da ideologia deles.

As pessoas que estão fazendo essas listas são pessoas comuns, que se sentiram fraudadas com o resultado, estão pensando e preocupadas com seu País, têm o direito de fazer isso e de comprar o que quiserem, assim como ele nos ensinou.

MidiaNews - Mas isso não é perigoso? Não fomenta uma desarmonia que a gente não precisa?

Gilberto Cattani - Pois é. Imagina passar a vida inteira com o cara falando para você: “Recua, fascista, recua”. Falando para você a vida inteira. Indo queimar, botar fogo na estátua da Havan, porque a Havan era de outra ideologia. Agora querem o dinheiro do fascista para quê? Não precisa. Eles nunca precisaram do fascista. Deixa o fascista para lá.

MidiaNews - Nem do dinheiro, nem do serviço?

Gilberto Cattani - Acho que não. Não precisavam. Se precisassem, estariam agradecidos.

MidiaNews - O senador Flávio Bolsonaro, após perder as eleições, disse que ficaria no Brasil. Mas, horas depois, tivemos a notícia de que ele foi para os Estados Unidos. Como o senhor viu isso? Foi uma fuga?

Gilberto Cattani - Não, foi um resgate. Não foi uma fuga. Ele foi resgatado daqui. Tinha mesmo que falar aquilo que falou.

Yasmin Silva/MidiaNews

Gilberto Cattani

"Foi um resgate. Não foi uma fuga", diz Cattani sobre ida de Flávio Bolsonaro ao EUA

Se falasse que ia procurar salvar a vida dele e não ficar sendo maltratado e torturado como o pai, sem cometer crime nenhum, estaria na cadeia naquele momento, porque, sete minutos depois da eleição, já saiu a ordem para entregar os passaportes. Estaria na cadeia há muito tempo se falasse um negócio desses.

Fez exatamente o que precisava ser feito. Falou que não sairia porque, se falasse que sairia, estaria na cadeia sem cometer crime. Ele não tem crime nenhum, assim como o pai também não.

MidiaNews - O senhor acha que o STF pode emitir um mandado de prisão contra ele a qualquer momento?

Gilberto Cattani - Não acho; tenho certeza. Tenho certeza de que fez isso com muitas pessoas, inclusive mato-grossenses que estão na cadeia até hoje. O Vandinho Patriota, que todo mundo aqui sabe que é uma pessoa de bem, não deve nada para ninguém, nunca roubou nada, nunca cometeu crime nenhum, está com a tornozeleira no pé. Não acho, tenho certeza.

Já falei do Daniel Silveira. O próprio Eduardo Bolsonaro, que perdeu tudo o que tinha, está nos Estados Unidos e não pode nem botar os pés no Brasil. O próprio Bolsonaro, que está na cadeia sem cometer crime. 

MidiaNews - Algumas lideranças, inclusive do PL, dizem que Flávio se acovardou porque, apesar da derrota eleitoral, teve uma quantidade muito expressiva de votos, que não foi respeitada. Ele deveria ter ficado aqui, honrado esses votos e se colocado como uma liderança nacional. Acha que ele perde indo para os Estados Unidos ou não faz essa avaliação?

Gilberto Cattani - Primeiro, se tivesse ficado aqui, estaria na cadeia. Quem lidera alguma coisa na cadeia, além de Jair Bolsonaro, pai dele, que elegeu meio mundo de gente, mesmo sem poder falar com os próprios filhos e netos? Jair Bolsonaro não conhece os netos dele.

Você acha que Flávio estaria livre para liderar a direita neste país, na atual conjuntura? Estaria na cadeia. Não iria liderar nada. 

MidiaNews - A saída dele não enfraquece, então, o bolsonarismo?

Gilberto Cattani - Fortalece, e fortalece cada vez mais.

MidiaNews - Sob o quarto governo Lula, o senhor acha que Bolsonaro consegue anistia?

Gilberto Cattani - Aí você me apertou.

MidiaNews - Porque, apesar da vitória do presidente de esquerda, teremos um Congresso com um PL forte.

Gilberto Cattani - Talvez, se conseguirmos a Presidência do Senado, consiga uma anistia. Apesar de eu não concordar com anistia. Acho um absurdo ter uma anistia para os presos do 8 de Janeiro, porque tínhamos que ter uma anulação dos atos criminosos cometidos contra eles.

Anistia você dá para quem é bandido. Eles não são bandidos. A Débora do Batom não é bandida. A professorinha de Colíder que está na cadeia até hoje não é bandida. Há um pedreiro de Sinop, junto com o filho, os dois estão presos, não são bandidos. São pessoas comuns da sociedade, brasileiros, contra quem o Estado brasileiro se arvorou.

MidiaNews - Queria que o senhor fizesse uma avaliação do prefeito Abilio Brunini, hoje um dos principais nomes do bolsonarismo no Estado. Ele tem sido muito criticado pelo discurso ideológico e pelo foco nas redes sociais. Dizem que fala muito e faz pouco. Qual é a sua avaliação da gestão?

Gilberto Cattani - Quando saio com Abílio na rua, fico até com ciúme. Todo mundo vai ao Abílio e ninguém quer falar comigo. O povo cuiabano ama Abílio, o povo mato-grossense ama Abílio, justamente pelas posições que ele tem.

Ele pode usar palavras, como agora, quando falou que tinha que cortar a mão dos caras que roubam igreja. Logicamente, é uma expressão figurada. Ninguém quer cortar a mão de ninguém, mas as pessoas já interpretam isso como se ele quisesse mutilar alguém.

Vejo Abilio como um grande nome da direita, um cara visionário. Com certeza, a trajetória dele não vai acabar somente como prefeito da Capital. Vai deixar um bom legado aqui. 

Moralizou as contas da Prefeitura, passou praticamente dois anos só pagando contas atrasadas e vendo o buraco em que tinha caído. Vai deixar um bom legado até o final do mandato. 

MidiaNews - Passada essa eleição de 2026, já começa a se desenhar a eleição de 2028 para Cuiabá e para as cidades de Mato Grosso.

Gilberto Cattani - É interessante porque todo mundo fala: “Você já está pensando na outra eleição?”. Claro que sim. Um dia, Mauro Mendes falou: “Não podemos ficar pensando na outra eleição”. Falei: “Não sei, no Executivo pode ser diferente, mas, no Legislativo, temos que pensar na próxima eleição”.

Temos que preencher espaços. Já temos que pensar em quem vamos colocar para vereador, prefeito, para ocupar espaço em conselho tutelar, como presidente de sindicato, presidente de bairro. Ou fazemos isso ou temos que abrir mão da política. Temos que entender que a esquerda fez isso a vida toda. Foi ocupando espaços.

Hoje, você vai à universidade e todo mundo diz que a liberdade é de esquerda. Até fiz uma sátira agora com o pessoal da universidade. Mas por quê? Porque ocuparam espaços.

Se está do jeito que está, é porque as pessoas que estão lá foram ocupando esses espaços e transformando a universidade naquilo que queriam. Estamos, sim, de olho nas próximas eleições, em 2028 e em 2030 também.

MidiaNews - Nesse desenho que está começando, especialmente na Capital, a perspectiva é que o prefeito Abilio se candidate à reeleição e tenha novamente Lúdio como principal adversário. Acha que ele pode ter dificuldade com Lúdio ou pode vencer já no primeiro turno?

Gilberto Cattani - Lúdio foi o segundo mais votado para a Assembleia Legislativa.

MidiaNews - E o mais votado em Cuiabá.

Gilberto Cattani - Sim, o mais votado em Cuiabá. Mas quase não conseguiu trazer o Barranco com ele. Trouxe o Barranco bem espremido. Vieram Lúdio e Barranco por causa da votação de Lúdio. Mas ele tem teto, o PT tem teto.

Por exemplo, a Rosa Neide, na vez passada, foi a mais votada do Estado e não conseguiu se eleger. Nesta, conseguiu, foi muito bem votada de novo, mas porque havia outras pessoas que tiveram um pouquinho de votos para fazer o quociente. 

A esquerda tem um teto. Não acredito que a Capital do nosso Estado seja de esquerda, principalmente do PT. Acho que Lúdio deve vir, sim. Deve acontecer praticamente o que aconteceu na outra eleição: eliminar os adversários de centro, mas não consegue eliminar o adversário de direita, que, com certeza, será Abilio.

MidiaNews - O senhor falou sobre o desenho de 2028. Sua esposa também pretende disputar?

Gilberto Cattani - Queria muito que minha esposa quisesse. Ela deve ouvir isso e vai gostar. Ela não quer.

MidiaNews - Ela atua no PL Mulher?

Gilberto Cattani - Ela atuou junto com a Amália. Mas aí, depois, deram um chega para lá nela. Ela ficou com mais raiva ainda de política. Infelizmente, que perda foi a Amália. Era uma pessoa magnífica. As pessoas não conseguiam nem ver a direita nela, viam a doçura dela. Era diferente. Até pessoas de esquerda gostavam da Amália pelo jeito dela.

MidiaNews - Ela quer cuidar dos queijos.

Gilberto Cattani - Quer cuidar dos queijos, dos meninos e de mim. E gosto muito.

Veja a entrevista na íntegra:

📄 Contenido indexado automáticamente. No es de autoría de altabusqueda.com; los derechos pertenecen a su fuente: MidiaNews.
Ver nota original ↗
🤖 Profundizá esta noticia con OIMA (IA)

¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?

Respuestas de OIMA · IA, sobre esta noticia · Abrir OIMA Chat ↗
💬 0

Comentarios

También te puede interesar

Victor Ostetti/MidiaNews COMANDO DO LEGISLATIVO Samantha defende espaço do PL na Mesa após sinalização de Max 0
MidiaNews
"Câmara de Cuiabá tem um déficit financeiro grande", diz futuro presidente
MidiaNews
O vereador Ilde Taques (Podemos), que assume a presidência da Câmara de Cuiabá em janeiro, afirmou que o Pode…
Victor Ostetti/MidiaNews FIM DA FARRA; VÍDEO Pivetta veta verbas públicas em shows: "Cada um paga o seu" 0
MidiaNews
COLISÃO GRAVE Cantor sertanejo sofre acidente vindo para MT; mulher morre 0 Artista sofreu fraturas e permanece internado
MidiaNews
ACIDENTE NA MT-250 Motociclista morre após atingir monte de terra em rodovia 0 Ele conduzia uma Honda Bros e morreu no local
MidiaNews
Reprodução INTOXICAÇÃO EM SERVIÇO Empresas são condenadas após trabalhador cair em caixa-d'água 0
MidiaNews