Campo Grande News
Dois são presos suspeitos de usar drone para levar drogas a presídio
Dois homens foram presos na madrugada deste sábado (7), suspeitos de usar um drone para levar drogas e celulares a um presídio de Mato Grosso do Sul. Policiais militares encontraram o equipamento perto de um carro na região das ruas Dom João VI e Jandaia. A ação terminou com a apreensão de 934 gramas de maconha, seis aparelhos telefônicos e cinco baterias. Um terceiro suspeito conseguiu fugir. A equipe fazia uma ronda pela região quando percebeu a reação do motorista de um Ford Ka ao avistar a viatura. Durante a abordagem, os militares encontraram um controle de drone ligado dentro do veículo, ocupado por dois homens identificados como Vladimir e Meyzon. Enquanto verificavam o carro, os agentes viram a aeronave pousar em um terreno baldio próximo. No local, encontraram duas porções de maconha, quatro celulares embalados, baterias e acessórios usados para transportar e soltar objetos pelo ar. Segundo o registro da ocorrência, os dois abordados disseram que haviam sido contratados para buscar o material na Rua Guaicurus e levá-lo às proximidades de uma unidade prisional. O plano era utilizar o drone para fazer as entregas sem precisar entrar no estabelecimento. Meyzon seria responsável por pilotar o equipamento, enquanto Vladimir acompanharia a movimentação policial e daria apoio ao transporte dos envolvidos. Um terceiro homem, identificado como Uenderson, teria a função de auxiliar a operação, mas fugiu quando percebeu a aproximação dos militares. Entre os objetos apreendidos está um drone DJI Air 3S, acompanhado de cinco baterias. Os agentes também recolheram os seis telefones, a droga e o Ford Ka utilizado pelos suspeitos. A Polícia Militar estimou em R$ 97 mil o valor total do material retirado de circulação. Os dois homens foram encaminhados à delegacia por volta das 4h. O automóvel e a maconha ficaram sob responsabilidade da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico). O registro não informa qual presídio receberia os produtos. A ocorrência não esclarece quem contratou o serviço, quanto seria pago pelo transporte nem se o grupo já havia realizado outras entregas com o equipamento.
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