Alcaraz sobre a final de Paris com Shelton: 'Quero revanche'
- Quero a revanche contra Shelton. Vai ser um grande dia e estou muito empolgado para a final. É um torneio no qual adoro jogar, pois o ambiente é único. Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, conquistaria um bom resultado aqui. Amanhã é o último passo, e farei tudo o que estiver ao meu alcance para estar em boas condições.
Título que faltava no Australian Open
Ex-líder do ranking e atual terceiro, o jovem espanhol, de 23 anos, começou a temporada com o título do Australian Open, o único de Slam que ainda lhe faltava. A coroação veio com triunfo sobre ninguém menos do que o sérvio e recordista Novak Djokovic, que havia vencido todas suas 10 primeiras finais em Melbourne.
O enorme feito em solo australiano, com direito a vitória sobre o alemão Alexander Zverev (atual líder do ranking) na semifinal, parecia um sinal de que os Slams seriam gloriosos para Alcaraz. Mas lesão no punho, sofrida no ATP 500 de Barcelona, em abril, no entanto, foi um balde, ou melhor, uma caixa d'água fria. Tanto que o fez desistir do torneio no saibro francês, onde defenderia o título, e o da capital londrina, palco no qual foi vice em 2025.
Alcaraz só voltou ao circuito no US Open, quando enfileirou quatro triunfos, antes de perder para Shelton, em um dos melhores jogos da temporada, por 3 sets a 2, com parciais de 6/7(5). 6/1 6/3, 1/6 e 7/6(7). Até ali, o espanhol vencera todos os três jogos diante do americano.
Depois do revés para Shelton, o ex-líder do ranking venceu dois dos três torneios que disputou: os ATP's 500 de Tóquio e de Viena (esse último, semana passada), ambos em quadra rápida. O único tropeço desde então foi para o belga Zizou Bergs, na segunda rodada do Masters 1000 de Xangai, na China.
Alcaraz tinha as quartas como melhor campanha em Paris
No torneio atual, o número 3 do mundo nunca havia passado das quartas de final, em cinco participações anteriores. Ano passado, por exemplo, a derrota foi na estreia, para o britânico Cameron Norrie:
- Estou muito satisfeito comigo mesmo. Sempre tive dificuldades nesse torneio, mas neste ano é diferente. Cheguei a essa parte da temporada mentalmente mais descansado, com fome de vitória e ambicioso.
Para dar o troco em Shelton, que também disputa final inédita na carreira, o espanhol, embalado por oito triunfos seguidos no ano, sabe que terá de recorrer ao seu vasto repertório:
- A partida no US Open foi muito dura. Foi decidida nos detalhes, e tentarei fazer algumas coisas diferentes nos momentos importantes — coisas que não executei bem em Nova York. Tenho certeza de que será uma partida bonita de assistir e, no meu caso, de jogar.
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