Por que ela canta? Transmite doenças? Tudo sobre o ciclo de vida da cigarra
A cigarra não canta até explodir! Descubra esta e outras curiosidades sobre o inseto que faz parte da vida urbana

É tempo de cigarra. A fase adulta do inseto se intensifica na transição para a época de chuvas por conta da reprodução, gerando barulho e atraindo a curiosidade de cães e gatos nos quintais urbanos. Mas você sabe tudo sobre o ciclo de vida do animal? Descubra abaixo!
O biólogo Bruno Reis explica que a maior parte da vida da espécie ocorre debaixo da terra, onde as ninfas se alimentam da seiva das raízes. Quando finalmente saem para a superfície, os adultos vivem por poucas semanas, que são dedicadas a encontrar um parceiro.

Mitos e verdades sobre a vida da cigarra
Um dos maiores mitos populares é a crença de que a cigarra morre de tanto cantar ou que ela aparece apenas para anunciar a chuva. Na realidade, o som intenso serve principalmente para a reprodução, e a aparição em certas épocas ocorre devido ao aumento da temperatura e à umidade do solo.
A casca oca encontrada é seu próprio exoesqueleto abandonado durante a última muda. O especialista esclarece que essa ideia de que ela canta até morrer “surgiu porque encontramos nas árvores uma espécie de casca aberta, que parece o corpo de uma cigarra que explodiu”.
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Função ecológica e o ciclo subterrâneo da cigarra
Antes de chegarem à fase adulta, as ninfas passam anos debaixo da terra alimentando-se de fluidos das raízes, o que contribui para a movimentação e a aeração do solo. Quando finalmente emergem, cumprem um papel fundamental na cadeia alimentar ao servirem de alimento para aves, répteis e pequenos mamíferos.
A diversidade do inseto no Brasil conta com espécies que chamam atenção pelo tamanho e pelo canto intenso dos machos atrás de parceiras. Na fase adulta, a cigarra vive apenas algumas semanas, período dedicado exclusivamente a encontrar um parceiro e garantir a reprodução da espécie.

Riscos da cigarra para cães e gatos no quintal
O som e a vibração das asas da cigarra estimulam o instinto natural de caça de cães e gatos, gerando curiosidade ou incômodo em pets mais sensíveis ao barulho. Esses insetos não são venenosos e têm pequenas garras nas patas que ajudam a se prender às árvores, sendo inofensivos aos pets.
O maior perigo ocorre quando o pet ingere vários insetos, já que a estrutura dura é difícil de digerir. O professor do Centro Universitário Módulo pontua que “se o animal estiver apenas brincando, o ideal é distraí-lo e retirar a cigarra com cuidado, sem forçar a abertura da boca”.
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