DICA CERTEIRAChegou a hora do Enem: qual é a melhor ordem para fazer a prova? Priorizar as questões fáceis e médias nos primeiros blocos é o caminho para potencializar o resultado no sistema de correção
Conhecer a sequência ideal para enfrentar as questões do Enem ajuda a não perder pontos na correção. O raciocínio não tem mistério: deixe o que for mais complexo para o final e comece pelas perguntas fáceis e médias nos blocos iniciais.
A razão está na forma como a Teoria da Resposta ao Item (TRI) funciona, pois ela lê como chute o desempenho de quem erra o fácil mas acerta o difícil, e isso reduz a pontuação.
1º dia: redação, humanas e linguagens
Em vez de começar pelas questões objetivas, vá direto para a proposta de redação. Depois de passar os olhos pelos textos de apoio, monte um rascunho veloz ou um mapa mental com os argumentos e repertórios que deseja aproveitar.
Esse momento ainda ajuda a aquecer o raciocínio e a reduzir o nervosismo do início.
Na sequência, resolva de imediato as cinco questões de língua estrangeira (Inglês ou Espanhol). Curtas e diretas, elas cobram basicamente interpretação de texto, tarefa mais fácil de executar com a mente descansada.
Depois, parta para Ciências Humanas. Como História, Geografia, Filosofia e Sociologia costumam trazer textos mais enxutos que os de português e se apoiam em conhecimento específico, dá para acelerar bastante o ritmo nesse bloco.
Se a mente cansar de tanta múltipla escolha, retome o rascunho da redação: organize os parágrafos e transcreva tudo para a folha oficial, caprichando numa letra que dê para ler. Reserve para o fim os textos extensos de Língua Portuguesa.
Como essa leitura costuma exaurir, se o tempo estiver curto é possível deixar de lado as questões mais abstratas, por exemplo aquelas sobre função da arte ou poemas.
2º dia: matemática e natureza
Em Matemática, dê prioridade logo de início às questões que exigem leitura de gráficos e tabelas, assim como regra de três, porcentagem e geometria plana. São itens que você resolve depressa e que ainda têm grande peso no resultado.
Quando o excesso de contas começar a desgastar, vale migrar para Ciências da Natureza e caçar o que é teórico: em Biologia, por exemplo, a ecologia; em Química, as funções orgânicas, conteúdos que dispensam fórmulas matemáticas. Deixe para os minutos finais a Física cheia de etapas de cálculo, a estequiometria avançada e a análise combinatória.
Caso o tempo acabe e o chute seja inevitável, que ele fique reservado a essas questões de maior dificuldade.
Por que a TRI deve ditar o ritmo
A conversão entre quantidade de acertos e nota não é proporcional no Enem. Agindo como um verificador de consistência, a Teoria da Resposta ao Item (TRI) entende quem gabarita as questões difíceis mas falha nas fáceis como alguém que apenas arriscou no escuro, fazendo a pontuação cair drasticamente.
Diante disso, deixar as mais difíceis para depois logo no início não significa abandonar a prova, mas adotar uma tática de preservação. Resolver primeiro as fáceis e médias nos blocos iniciais é o que realmente faz o resultado crescer.
O que fazer ao travar numa questão
Travar em uma questão acontece até quando o roteiro foi seguido à risca. O ideal é não gastar mais que 3 minutos num único enunciado.
Caso a resposta não surja logo, faça um círculo ou asterisco ao lado do número e avance para a próxima página.
Volte a essas questões sinalizadas apenas quando houver concluído as demais do caderno e o gabarito estiver em boa parte preenchido.
Fonte: Quero Bolsa
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