Ficco investiga esquema de entrada de celulares em presídios do Ceará
Dois mandados de prisão preventiva e um de busca e apreensão foram cumpridos. Entre os alvos da operação está um professor que atuava dentro das unidades
Por Anderson Soares/Especial para O POVO
Notícia
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Atualizado às 15:22, 06/11/2026 | Publicado às 15:20, 06/11/2026
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Resumo
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Operação Tutor: Ação foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/CE) nesta sexta-feira (6)
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O objetivo é desarticular um esquema de entrada clandestina de celulares, canetas esferográficas e outros itens ilícitos em presídios do Ceará.
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Origem da investigação: Iniciada em junho de 2026 após a apreensão de um celular em um presídio, cuja perícia revelou o esquema de locação dos aparelhos.
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Um dos alvos é um professor que lecionava dentro do sistema prisional e usava a profissão para facilitar a entrada de materiais mediante pagamento.
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As apurações também identificaram manuscritos para repasse de ordens internas da facção e articulações para compra de armas de fogo fora das cadeias.
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Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início em junho de 2026, após a apreensão de um celular no interior de uma unidade prisional.
"A análise forense do dispositivo revelou um esquema com divisão de tarefas entre internos e colaboradores externos, envolvendo a locação clandestina de celulares e canetas esferográficas mediante pagamento", informou a PF.
As investigações revelaram ainda a circulação de manuscritos dentro das unidades prisionais, utilizados por uma facção criminosa para dar ordens e orientações entre os seus membros, além de articulações para obtenção de armas de fogo destinadas à prática de crimes fora do sistema penitenciário.
Entre os suspeitos identificados, está um professor que atuava dentro da unidade prisional. "Segundo os elementos apurados, ele teria utilizado o acesso proporcionado por sua atividade profissional para introduzir clandestinamente canetas esferográficas no estabelecimento, mediante recebimento de pagamentos", informa a PF.
A ação cumpriu dois mandados de prisão preventiva e um de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário do Ceará. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
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