Internado, Valadares Neto teria discutido com equipe de saúde no pronto-socorro

Informações apuradas pela equipe do ac24horas apontam, conforme relatos internos do pronto-socorro de Rio Branco, que o advogado e ex-procurador municipal de Brasileia, Francisco Valadares Neto, apontado pela Polícia Civil como principal suspeito de ser o mandante do assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, já teria discutindo com integrantes da equipe responsável pelo atendimento no hospital. Apesar da denúncia, essa informação não foi confirmada oficialmente pela direção da unidade hospitalar.
Valadares apresentou melhora em seu quadro clínico e poderá receber alta médica ainda neste domingo (8) ou na segunda-feira (9).
Segundo informações obtidas pela reportagem do ac24horas, Francisco deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e está internado no quarto andar do Pronto-Socorro de Rio Branco, onde permanece sob acompanhamento médico.
As informações apuradas indicam que o investigado está lúcido, orientado, respirando em ar ambiente, ou seja, sem necessidade de suplementação de oxigênio, e deambulando, termo médico utilizado para indicar que o paciente consegue caminhar.
Ainda segundo as informações apuradas, a equipe médica deverá entrar em contato com o delegado responsável pelas investigações para comunicar a situação clínica do investigado e os possíveis encaminhamentos após a liberação hospitalar.
Investigado é apontado como possível mandante do assassinato
Francisco Valadares Neto é investigado por suspeita de participação no planejamento do assassinato de Elyne de Assis Nogueira, ocorrido no dia 2 de novembro, em Brasileia, no interior do Acre.
A médica foi atingida pelas costas por disparos de arma de fogo enquanto estava em um estabelecimento comercial nas proximidades do 5º Batalhão da Polícia Militar.
Além do advogado, outras duas pessoas foram presas durante as investigações. Lucivaldo Lopes de Souza, conhecido como “Pitaca”, é apontado como o responsável pelos disparos. Já Fábio da Costa, de 34 anos, preso no sábado (7), é investigado por supostamente ter organizado a logística do crime e contratado o executor.
Segundo a Polícia Civil, o assassinato teria sido planejado durante vários dias, com acompanhamento da rotina da vítima. A investigação também aponta que o valor combinado pela execução teria sido de R$ 30 mil.
O delegado Alex Danny, responsável pelo caso, informou que as investigações continuam e que a participação de outras pessoas não está descartada.
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