Enem 2026: veja como funciona a prova e como administrar o tempo
Redação Tribuna do Norte • 06 de novembro de 2026 • 08h11

Mais de 5 milhões de candidatos farão, neste domingo (8), o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. A prova terá duração de cinco horas e meia e será composta por 90 questões objetivas, além da redação.
As questões serão divididas entre as áreas de Linguagens e Ciências Humanas. O conteúdo inclui Português, Literatura, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), Artes, Educação Física, Tecnologia da Informação e Comunicação, História, Geografia, Filosofia e Sociologia.
A redação deverá seguir o modelo dissertativo-argumentativo, com até 30 linhas. O candidato precisará desenvolver um texto a partir do tema proposto, considerando os textos motivadores e os próprios conhecimentos.
Organização do tempo
O Enem não estabelece um tempo específico para cada questão. Por isso, a administração do período disponível faz parte da preparação. Uma das orientações é não permanecer muito tempo em uma questão de difícil resolução: o candidato pode marcá-la e seguir para as seguintes, retornando depois.
Também é importante reservar tempo para escrever a redação na folha específica e preencher o cartão-resposta. O exame exige o uso de caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente.
Como funciona a nota
O Enem utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI) para calcular a pontuação das questões objetivas. O método considera não apenas a quantidade de acertos, mas também características dos itens, como dificuldade, capacidade de diferenciar os níveis de conhecimento dos participantes e possibilidade de acerto casual.
Por isso, candidatos com o mesmo número de respostas corretas podem obter notas diferentes, a depender das questões que acertaram.
Correção da redação
A redação é avaliada por dois corretores, que atribuem notas de zero a 200 pontos em cada uma das cinco competências. A pontuação máxima é de mil pontos.
São avaliados o domínio da escrita formal da língua portuguesa, a compreensão do tema, a organização dos argumentos, o uso dos mecanismos linguísticos e a elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
Entre os motivos que podem levar à nota zero estão fuga ao tema, texto com menos de oito linhas, desrespeito à estrutura dissertativo-argumentativa e inclusão de trecho deliberadamente desconectado do assunto proposto.
Agência Brasil
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