Saúde Veterinário destaca cuidados necessários durante o período reprodutivo de gatos
Um comportamento que envolve agitação, movimentos diferentes ao receber carinho e tentativa de fuga pelas portas e janelas. Esses são alguns dos sintomas do cio em gatos. Apesar de esse ser um processo natural do organismo, o período reprodutivo dos felinos exige atenção dos tutores.
Embora o cio seja um ciclo característico das fêmeas, os machos também apresentam comportamentos relacionados à reprodução quando atingem a maturidade sexual. As gatas geralmente apresentam o primeiro cio entre cinco e nove meses de idade, mas esse período pode variar dependendo d genética, raça, peso corporal, alimentação e exposição à luminosidade.
Segundo o médico-veterinário Franklyn Ferreira de Oliveira, da Dermatovet Animal Care, os felinos possuem características reprodutivas particulares que influenciam a frequência dos ciclos.
“Uma particularidade interessante dos felinos é que são considerados animais poliéstricos estacionais de dias longos. Isso significa que, em condições naturais, apresentam vários ciclos reprodutivos durante os períodos de maior luminosidade”, diz.
A duração do cio costuma ser entre quatro e sete dias, mas pode variar. Quando não ocorre ovulação ou gestação, o animal pode voltar a apresentar sinais de receptividade após um intervalo de duas a três semanas.
“Em Manaus, onde temos pouca variação na duração dos dias ao longo do ano, esse comportamento pode ser menos sazonal. Algumas gatas apresentam atividade reprodutiva praticamente durante todo o ano. E existe uma diferença importante entre machos e fêmeas: os machos não entram no cio. Eles atingem a maturidade sexual, geralmente entre cinco e doze meses, e passam a apresentar comportamento sexual quando percebem uma fêmea receptiva”, explica o médico veterinário.
Como identificar o cio
Uma das principais dúvidas dos tutores é saber quando o cio acontece. No entanto, os sinais dos felinos são predominantemente comportamentais e podem chamar bastante atenção, especialmente dentro de casa.
Miados intensos e persistentes, maior necessidade de carinho, inquietação, rolamentos no chão e tentativas de fugir estão entre as manifestações mais comuns. Outro comportamento característico é a postura de receptividade: quando recebe carinho na região lombar, a gata pode abaixar a parte dianteira do corpo, elevar a região posterior e desviar a cauda lateralmente.

Riscos
Embora o cio seja um processo fisiológico natural, a situação exige cuidados quando a gata tem acesso à rua.
“O cio, por si só, é um processo fisiológico natural. Não significa que a gata esteja doente. Entretanto, pode trazer situações de risco, principalmente quando o animal tem acesso à rua. O primeiro grande problema é a possibilidade de uma gestação não planejada”, enfatizou. Isso significa que um único período de cio pode resultar em gestação, inclusive quando a gata tem contato com mais de um macho”, destaca.
Além disso, o acesso à rua aumenta o risco de: acidentes automobilísticos e traumatismos, brigas e mordeduras, abandono de filhotes e aumento da população de animais em situação de vulnerabilidade.
“Também precisamos considerar a responsabilidade do tutor. Uma gata pode ter vários filhotes em uma única gestação e, dependendo das condições, voltar a apresentar atividade reprodutiva pouco tempo depois”, finaliza.
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