OPERAÇÃO OPERAÇÃO ‘Mar de fumaça’ vem de incêndios no Baixo Amazonas e oeste do Pará Fumaça voltou a derrubar a qualidade do ar em Manaus e em cidades do interior neste domingo (8) Por Waldick Júnior · há 17 min
A fumaça de queimadas que voltou a tornar péssima a qualidade do ar em Manaus e em cidades do interior, neste domingo (8), vem de incêndios no Baixo Rio Amazonas e oeste do Pará. O superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Joel Araújo, diz que Parintins recebeu reforço e atualmente conta com 25 brigadistas, quatro aviões e um helicóptero.
“A região de Manaus até Itacoatiara, Autazes, a região metropolitana está com poquíssimos focos de grande intensidade, está praticamente controlado. Agora, Nhamundá, Parintins, Barreira e o oeste do Pará, que envolve Juruti, Santarém e outros municípios estão com muitos incêndios”, disse para A CRÍTICA.
Segundo ele, há agentes do Ibama, da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros do Amazonas atuando na região. “Tem muita gente lá, brigadas voluntárias também. O problema é aquela velha história dos incêndios provocados, incêndios criminosos, então a gente acaba sofrendo com essa fumaça”, acrescentou.
Além do maior volume de focos, Joel também explicou que massas de ar têm carregado a fumaça para outras regiões do estado, incluindo a capital.
Segundo ele, o efetivo de 25 brigadistas e aeronaves em Parintins, além de agentes de outros órgãos, têm focado no assentamento Vila Amazônia, que concentra boa parte dos focos.
“Mas também estamos com equipes em Barreirinha, na terra indígena Andirá-Marau, trabalhando intensamente há bastante tempo. Os aviões que temos também atendem toda a região do Baixo Amazonas”, disse.
Qualidade do ar
Segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a qualidade do ar em Manaus caiu para níveis considerados péssimos neste domingo. A plataforma registrou níveis de material particulado acima de 128 µg/m3 e 188 µg/m3 nas regiões oeste e norte da capital amazonense, que pode causar irritação nos olhos, na gargante e acentuar crises respiratórias.
Em Itacoatiara, a concentração chegou a 203 µg/m³ neste domingo, nível considerado péssimo. Em Urucurituba, o índice também foi classificado como péssimo, atingindo 164 µg/m³. Silves, com 75 µg/m³, e Maués, com 99 µg/m³, registraram qualidade do ar muito ruim. Em Barreirinha, a classificação foi ruim, com 70 µg/m³, enquanto Parintins apresentou nível moderado, de 47 µg/m³.
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