MUNDO Engenheiros fazem ponte de 23 mil toneladas girar no ar sobre ferrovia ativa
Em uma das manobras estruturais mais complexas da engenharia moderna, uma ponte de impressionantes 23,6 mil toneladas foi colocada em sua posição definitiva após girar 21 graus no ar.
A operação aconteceu na cidade de Longyan, na província de Fujian, sudeste da China, e chamou a atenção do mundo pela precisão cirúrgica necessária para movimentar um colosso de concreto e aço sem interromper o tráfego de trens que passavam logo abaixo.
Tudo sobre Mundo em primeira mão!Em vez do método convencional de montagem, que exigiria erguer andaimes e guindastes diretamente sobre as linhas férreas ativas, os engenheiros adotaram uma estratégia inteligente.
Toda a extensão da ponte foi construída paralelamente aos trilhos e, na etapa final, rotacionada como uma agulha de bússola até se encaixar nos pilares de apoio.
Pivô de 120 toneladas em ponte
O método, conhecido na construção civil como swivel construction (construção por rotação), apoiou-se em uma obra-prima da mecânica pesada.
Toda a massa de mais de 23 mil toneladas ficou suspensa sobre uma gigantesca junta esférica de cinco metros de diâmetro e 120 toneladas de peso próprio.
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Equipado com pistões hidráulicos e milhares de pastilhas deslizantes de alta tecnologia para reduzir o atrito, o mecanismo permitiu que a estrutura fizesse a curva horizontal de maneira suave e milimétrica.
O maior desafio foi manter o equilíbrio constante da construção, que possuía formato assimétrico e não tolerava oscilações de carga durante o trajeto.
A instalação total exigiu duas etapas estratégicas de rotação:
- A torre central de concreto (com 100 metros de altura e 16 mil toneladas) foi erguida na lateral e girada em 69 graus;
- Com o tabuleiro e os cabos de sustentação finalizados, o conjunto completo de 23,6 mil toneladas girou os 21 graus decisivos em apenas uma hora, completando a travessia.
Por que a ponte precisou ser girada no ar?
O motivo para uma operação tão audaciosa foi o espaço urbano extremamente estrangulado.
O local da obra reunia um rio, vias expressas e duas ferrovias movimentadas, por onde circulam diariamente cerca de 120 trens de passageiros e carga.
Construir a estrutura sobre os trilhos significaria interditar o transporte ferroviário regional por meses ou expor o tráfego ao risco de queda de materiais.
Ao montar a estrutura ao lado e realizar o giro em apenas 60 minutos, os engenheiros reduziram os impactos no transporte público e garantiram a segurança de toda a região.
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