CONTEÚDO PUBLICITÁRIO Enem 2026: prova de Geografia destaca agroecologia e sustentabilidade
A prova de Geografia do Enem 2026 manteve o nível de dificuldade das edições anteriores, com destaque para questões interpretativas e temas socioambientais. A avaliação também abordou assuntos como agroecologia, terras raras, agricultura familiar e sustentabilidade.
Confira a análise do professor Juninho Lopes, do Bernoulli Educação:
Tudo sobre Conteúdo Publicitário em primeira mão!“A prova de Geografia manteve o padrão das edições anteriores. Poucas questões exigiram conhecimento direto de conteúdo, enquanto a maior parte cobrou interpretação de textos e compreensão das questões sociais, econômicas e ambientais do Brasil.
Na área de geopolítica, não houve uma abordagem aprofundada dos conflitos internacionais. O Estreito de Ormuz apareceu em uma questão relacionada à aproximação entre Irã e Paquistão, sem explorar diretamente a essência dos conflitos na região. Já a questão sobre terras raras destacou o papel do Sul Global, apresentando um gráfico com China, Brasil e Índia entre os países com maiores reservas desses recursos. A proposta foi discutir o potencial das nações emergentes de ampliar sua soberania geopolítica a partir do domínio de recursos estratégicos.
As questões relacionadas ao campo tiveram destaque, especialmente a agroecologia, termo que apareceu três vezes na prova. O exame abordou problemas estruturais da agricultura brasileira, como a produção de commodities voltada ao mercado externo e a importância do fortalecimento da agricultura familiar, fundamental para o abastecimento alimentar da população.
Na temática ambiental, uma questão apresentou dados sobre a destinação dos resíduos sólidos urbanos, destacando a predominância dos aterros sanitários em relação aos aterros controlados e lixões. Outra exigiu conhecimentos sobre processos de degradação ambiental, como salinização e assoreamento. A sustentabilidade também esteve presente em uma questão sobre energia fotovoltaica, que discutiu os possíveis impactos ambientais futuros relacionados ao descarte dos materiais utilizados nessa tecnologia.
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A presença de gráficos e mapas foi outro ponto positivo da avaliação. Embora apresentassem um nível de complexidade relativamente simples, esses recursos exigiram dos candidatos habilidades de leitura cartográfica e interpretação de dados, competências importantes para a compreensão do espaço geográfico.
A prova também estabeleceu conexões com a história econômica brasileira, relacionando o período de crescimento econômico durante a ditadura militar, entre 1968 e 1973, à crise de endividamento dos anos 1980, conhecida como a ‘década perdida’.
De maneira geral, foi uma prova que valorizou a interpretação e a capacidade de relacionar conhecimentos geográficos aos desafios contemporâneos, especialmente nas áreas de sustentabilidade, agricultura e organização econômica e social.”
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