Amor de mãe: jovem com pé lesionado recebe apoio e chega ao local de prova no Enem 2026
Após romper o ligamento do pé em um acidente há 15 dias, a candidata Sandreline Braga, 18 anos, contou com o apoio da mãe para conseguir chegar ao local de prova e não desistir
Por Gabriele Félix
Notícia
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Atualizado às 17:49, 08/11/2026 | Publicado às 17:01, 08/11/2026
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Resumo
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Marilene Braga, de 48 anos, acompanhou a filha, Sandreline Braga, de 18, durante o primeiro dia de provas do Enem 2026, na Universidade de Fortaleza (Unifor).
A estudante rompeu o ligamento do pé há cerca de 15 dias. O acidente comprometeu parte da preparação para o exame e dificultou sua locomoção.
ara chegar ao local, mãe e filha contrataram um transporte, mas o veículo parou longe do portão oficial. Sandreline precisou enfrentar o percurso com dores e dificuldades para caminhar.
Diante do inchaço no pé da candidata, dois auxiliares envolvidos na organização do Enem disponibilizaram uma cadeira de rodas para levá-la até a sala de prova.
Após a entrada da filha, Marilene permaneceu do lado de fora da Unifor, entre orações e ansiedade, decidida a esperar até o encerramento do exame, previsto para as 19 horas.
Na capital cearense, o primeiro dia de provas do Enem 2026 foi marcado por muito calor e ansiedade por parte dos candidatos que compareceram à Universidade de Fortaleza (Unifor), na manhã deste domingo, 8. Por ali, quem também fez questão de garantir presença foram as mães, dedicando apoio emocional e logístico aos participantes.
Dentre as matriarcas que aguardavam ansiosas do lado de fora dos portões do local de prova, estava a profissional de serviços gerais Marilene Braga, 48 anos.
A faxineira conta que fez questão de acompanhar a filha, Sandreline Braga, 18 anos, após a estudante sofrer um acidente e romper o ligamento do pé, há cerca de 15 dias. A situação, segundo ela, pode ter afetado a preparação da candidata na reta final, mas não foi o suficiente para fazê-la desistir.
Para garantir a presença de Sandreline no certame, Marilene Braga providenciou um transporte para levar as duas até o local de prova, mas o veículo acabou parando longe do portão da entrada oficial.
“Foi um sofrimento, porque ela teve um desligamento em um pé, aí ela teve dor, foi sofrimento para ela vir andando, pulando. Foi um sacrifício. Ela chorou. Eu também chorei, ela queria desistir”, explica.
A permanência na prova contou com a providência divina, segundo a faxineira, personificada na presença de dois acompanhantes envolvidos na organização da prova. Os auxiliares forneceram uma cadeira de rodas para levar a candidata até a sala, devido ao inchaço no pé.
As duas, então, foram temporariamente separadas após a filha atravessar os portões de acesso. Lá dentro, enquanto Sandreline dedica os meses de estudos e preparo para responder às questões do Enem, restou à Marilene aguardar o retorno da filha caçula entre preces do lado de fora.
A mãe confirma que faz questão de esperar até o fim da prova, previsto para às 19 horas.
“Eu estou aqui nervosa, nervosa. Eu estou mordendo as unhas, mas vai dar tudo certo, né? Tem fé em Deus. Vai dar certo, gente, eu creio. Tanto para ela como para todos os alunos que estão querendo buscar um curso”, deseja.
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